Isquemia Mesentérica Aguda: Diagnóstico e Sinais Chave

SMS Lucas do Rio Verde - Secretaria Municipal de Saúde (MT) — Prova 2020

Enunciado

Sobre o abdome agudo, assinale a alternativa que apresenta a correta correlação entre o quadro clínico e a hipótese diagnóstica.

Alternativas

  1. A) Dor tipo cólica em abdome superior, com períodos indolores, distensão e vômitos esverdeados ou biliosos. A dor e os vômitos têm início quase simultâneo. - Obstrução colônica.
  2. B) Dor tipo cólica ou constante em hipocôndrio direito, de início súbito, com irradiação dorsal, em geral pós alimentar. Acompanhada geralmente de náuseas, vômitos biliosos, febre e as vezes icterícia leve. - Apendicite aguda.
  3. C) Apresentação típica de ""dor em faixa"" no abdome superior com irradiação dorsal. No exame físico a dor tem epicentro no epigastro com defesa voluntária à palpação. Podem estar presentes hipotensão, taquicardia, febre e icterícia. - Colecistite aguda.
  4. D) Dor e distensão abdominal, vômitos e alteração dos ruídos hidroaéreos, achados palpatórios do exame físico pobres em relação a intensidade da dor. Febre, choque e irritação peritoneal indicam doença avançada. Leucocitose e acidose metabólica são os achados laboratoriais mais frequentes. - Isquemia mesentérica aguda.

Pérola Clínica

Isquemia mesentérica aguda → dor abdominal desproporcional aos achados físicos + acidose metabólica.

Resumo-Chave

A isquemia mesentérica aguda é uma condição grave caracterizada por dor abdominal intensa e desproporcional aos achados do exame físico. A presença de leucocitose e acidose metabólica é um forte indicativo, refletindo a necrose tecidual e a hipoperfusão.

Contexto Educacional

A isquemia mesentérica aguda é uma condição grave e potencialmente fatal, caracterizada pela interrupção do fluxo sanguíneo para o intestino, levando à necrose tecidual. Sua incidência é maior em idosos e pacientes com comorbidades cardiovasculares, sendo uma das causas mais desafiadoras de abdome agudo devido à sua alta mortalidade se não diagnosticada e tratada precocemente. A compreensão de seus sinais e sintomas é crucial para a prática clínica. A fisiopatologia envolve a oclusão arterial (embolia ou trombose) ou venosa, ou estados de baixo fluxo (isquemia mesentérica não oclusiva). O diagnóstico é suspeitado pela dor abdominal intensa e desproporcional aos achados do exame físico, muitas vezes acompanhada de distensão, vômitos e, em fases avançadas, sinais de choque e irritação peritoneal. Laboratorialmente, leucocitose e acidose metabólica com elevação do lactato são achados frequentes e importantes. O tratamento da isquemia mesentérica aguda é uma emergência cirúrgica, visando a revascularização e a ressecção de segmentos intestinais necróticos. O prognóstico depende diretamente da rapidez do diagnóstico e da intervenção. É fundamental que residentes e estudantes de medicina estejam aptos a reconhecer essa condição para evitar atrasos que possam comprometer a vida do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos da isquemia mesentérica aguda?

A isquemia mesentérica aguda manifesta-se com dor abdominal intensa e desproporcional aos achados do exame físico, podendo haver distensão, vômitos, alteração dos ruídos hidroaéreos e, em fases avançadas, febre, choque e irritação peritoneal.

Por que a acidose metabólica é um achado comum na isquemia mesentérica?

A acidose metabólica ocorre devido à hipóxia tecidual e à produção de lactato nas alças intestinais isquêmicas. É um marcador de gravidade e necrose, indicando a necessidade de intervenção imediata.

Como diferenciar a isquemia mesentérica de outras causas de abdome agudo?

A principal característica diferencial é a intensidade da dor abdominal, que é desproporcional aos achados do exame físico. A presença de fatores de risco cardiovasculares e a rápida deterioração clínica com acidose metabólica também são indicativos.

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