Isquemia Intestinal Crônica: Diagnóstico e Sinais Chave

UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2020

Enunciado

Paciente tabagista, com 56 anos, passado de claudicação glútea há cerca de 3 anos, referindo dor abdominal epigástrica há cerca de 6 meses, espasmódica, meia hora ap ós se alimentar, persistindo por uma a duas horas. Refere ainda emagrecimento de 8 quilos desde o aparecimento dos sintomas. Nesse caso, o diagnóstico mais provável é

Alternativas

  1. A) isquemia intestinal aguda.
  2. B) isquemia intestinal crônica.
  3. C) trombose venosa mesentérica.
  4. D) dissecção de Aorta.

Pérola Clínica

Dor abdominal pós-prandial + emagrecimento + claudicação glútea em tabagista = Isquemia intestinal crônica.

Resumo-Chave

A isquemia intestinal crônica, também conhecida como angina mesentérica, é caracterizada pela tríade clássica de dor abdominal pós-prandial (angina abdominal), medo de comer (sitiofobia) e perda de peso. A claudicação glútea sugere doença aterosclerótica sistêmica, reforçando a hipótese de isquemia mesentérica em um paciente tabagista.

Contexto Educacional

A isquemia intestinal crônica, também conhecida como angina mesentérica, é uma condição grave causada pela redução do fluxo sanguíneo para o intestino, geralmente devido à aterosclerose das artérias mesentéricas. É mais comum em pacientes com fatores de risco cardiovasculares, como tabagismo, dislipidemia, hipertensão e diabetes. A doença é progressiva e pode levar à desnutrição e infarto intestinal se não tratada. A fisiopatologia envolve a incapacidade das artérias mesentéricas estenosadas de aumentar o fluxo sanguíneo após as refeições, quando a demanda metabólica do intestino é maior. Isso resulta em dor isquêmica. A tríade clássica de sintomas é dor abdominal pós-prandial (angina abdominal), medo de comer (sitiofobia) e perda de peso. A presença de claudicação glútea reforça a suspeita de doença aterosclerótica sistêmica. O diagnóstico é primariamente clínico, complementado por exames de imagem como a angiotomografia ou angioressonância, que visualizam as artérias mesentéricas. O tratamento visa restaurar o fluxo sanguíneo, seja por revascularização endovascular (angioplastia com stent) ou cirúrgica (bypass), além do controle dos fatores de risco ateroscleróticos.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas clássicos da isquemia intestinal crônica?

A tríade clássica inclui dor abdominal pós-prandial (angina mesentérica), medo de comer (sitiofobia) e perda de peso inexplicável.

Qual a relação entre claudicação glútea e isquemia intestinal crônica?

A claudicação glútea indica doença arterial obstrutiva periférica, um sinal de aterosclerose sistêmica, que é a principal causa da isquemia mesentérica crônica.

Como é feito o diagnóstico de isquemia intestinal crônica?

O diagnóstico é baseado na história clínica e confirmado por exames de imagem que demonstram estenose ou oclusão de artérias mesentéricas, como angiotomografia ou angioressonância.

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