HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2023
Sobre as Isquemias Intestinais Agudas, é incorreto afirmar que:
Isquemia intestinal aguda: alta mortalidade apesar dos avanços, diagnóstico difícil, dor desproporcional ao exame físico.
A isquemia intestinal aguda, apesar dos avanços diagnósticos e terapêuticos, ainda apresenta uma mortalidade muito elevada, muitas vezes superior a 50%. O diagnóstico é desafiador devido à inespecificidade dos sintomas iniciais e à ausência de achados significativos no exame físico em fases precoces.
A isquemia intestinal aguda é uma condição grave caracterizada pela interrupção súbita do fluxo sanguíneo para o intestino, levando à necrose tecidual. É uma emergência abdominal com alta morbimortalidade, apesar dos avanços na medicina. A epidemiologia mostra que afeta principalmente idosos com comorbidades cardiovasculares, mas pode ocorrer em qualquer idade, dependendo da etiologia. A fisiopatologia envolve a oclusão arterial (embólica ou trombótica) ou venosa, ou estados de baixo fluxo (isquemia não oclusiva). O diagnóstico é desafiador devido à inespecificidade dos sintomas (dor abdominal intensa e desproporcional ao exame físico) e à necessidade de exames de imagem avançados, como angiotomografia, para confirmar a oclusão vascular. A suspeita clínica precoce é vital. O tratamento depende da etiologia e da extensão da isquemia. Nas isquemias arteriais, a reperfusão é o objetivo principal, seja por cirurgia aberta (embolectomia, revascularização) ou por técnicas endovasculares. Na trombose venosa mesentérica, a anticoagulação sistêmica é a base do tratamento, com ressecção cirúrgica das alças inviáveis. A mortalidade permanece substancialmente alta, muitas vezes acima de 50%, mesmo com diagnóstico e tratamento otimizados, o que torna a afirmação da alternativa A incorreta.
As principais etiologias incluem embolia arterial mesentérica (mais comum), trombose arterial mesentérica (geralmente em pacientes com aterosclerose), trombose venosa mesentérica e isquemia mesentérica não oclusiva (associada a estados de baixo fluxo).
O diagnóstico é difícil porque os sintomas iniciais são inespecíficos (dor abdominal difusa, náuseas, vômitos) e o exame físico frequentemente é "inocente" ou desproporcionalmente brando em relação à intensidade da dor, especialmente nas fases iniciais da doença.
O tratamento endovascular, como a angioplastia com stent ou a trombectomia, tem ganhado um papel importante nas isquemias agudas arteriais, especialmente em casos de trombose, permitindo a reperfusão do vaso mesentérico e evitando a necessidade de cirurgia aberta em alguns pacientes.
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