SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025
Em relação à retirada (captação) de órgãos para doação na atividade transplantadora, assinale a alternativa INCORRETA:
Tempo isquemia fria: Rim (até 48h) > Fígado/Pâncreas (12h) > Coração/Pulmão (4-6h).
A preservação de órgãos para transplante depende da redução do metabolismo via hipotermia, mas cada órgão possui uma tolerância específica ao tempo de isquemia.
A logística de transplantes é uma corrida contra o tempo. A isquemia fria começa no momento em que o órgão é clampeado e resfriado no doador e termina com a reperfusão no receptor. Órgãos intratorácicos (coração e pulmão) são extremamente sensíveis, com limite ideal de 4 a 6 horas. Órgãos abdominais como fígado e pâncreas toleram cerca de 12 horas. A técnica de captação multiorgânica exige conhecimento anatômico preciso para evitar lesões vasculares. No caso do pâncreas, ele é retirado em bloco com o duodeno para preservar a vascularização da cabeça pancreática e permitir a drenagem exócrina no receptor.
O rim é o órgão que permite o maior tempo de isquemia fria, podendo ser implantado com segurança até cerca de 36 a 48 horas após a captação, especialmente se mantido em máquinas de perfusão pulsátil.
O resfriamento reduz drasticamente a taxa metabólica celular (para cerca de 10% do normal), diminuindo a demanda de oxigênio e retardando a depleção de ATP e a morte celular durante o período em que o órgão está sem suprimento sanguíneo.
A anatomia arterial hepática é variável. A presença de uma artéria hepática direita acessória (originada da mesentérica superior) ou uma artéria hepática esquerda acessória (originada da gástrica esquerda) são variações frequentes que o cirurgião deve identificar na captação.
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