CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2025
Um homem de 70 anos, fumante, apresenta dor em repouso nos pés e lesões ulceradas nas extremidades inferiores. Qual é a abordagem inicial mais adequada?
Dor de repouso + Lesão trófica = Isquemia Crítica → Revascularização Urgente.
A presença de dor em repouso e úlceras indica um estágio avançado de insuficiência arterial (CLTI), onde o risco de perda do membro é iminente sem intervenção cirúrgica.
A Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP) é uma manifestação sistêmica da aterosclerose. Quando evolui para Isquemia Crítica (Chronic Limb-Threatening Ischemia - CLTI), representa uma ameaça direta à viabilidade do membro. O paciente típico é idoso, tabagista ou diabético, apresentando dor que piora ao elevar a perna e melhora ao deixá-la pendente (posição de declive). O diagnóstico clínico é corroborado pelo Índice Tornozelo-Braquial (ITB) geralmente < 0,4 ou pressão de hálux < 30 mmHg. A abordagem inicial deve ser agressiva: controle de fatores de risco (cessação do tabagismo, estatinas, antiagregantes) e planejamento imediato de revascularização. A demora na intervenção cirúrgica ou endovascular está associada a altas taxas de morbimortalidade e perda funcional definitiva.
A CLTI é definida pela presença de dor isquêmica em repouso (necessitando de analgesia por mais de 2 semanas) ou lesões tróficas (úlceras ou gangrena) atribuíveis à doença arterial obstrutiva periférica comprovada.
A revascularização (seja por cirurgia de bypass ou angioplastia endovascular) é mandatória para restaurar o fluxo sanguíneo, aliviar a dor, promover a cicatrização das úlceras e evitar a amputação maior do membro.
Em estágios avançados de DAOP, as obstruções são anatômicas e severas. Medicamentos vasodilatadores não conseguem superar a resistência mecânica das placas ateroscleróticas para fornecer fluxo suficiente para a viabilidade tecidual.
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