Isquemia Crítica de Membros: Diagnóstico e Conduta

UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2024

Enunciado

Paciente de 59 anos, hipertenso, diabético e tabagista, com claudicação intermitente que evoluiu para dor em repouso de membro inferior esquerdo há 2 semanas, procurou cirurgião vascular, evidenciando uma incapacidade funcional que limitam o estilo de vida e um índice tornozelo-braço (ITB) <0,5. Considerando os dados clínicos, assinale a conduta mais adequada.

Alternativas

  1. A) Manter tratamento conservador com programas de exercício supervisionados.
  2. B) Iniciar a terapia farmacológica com Cilostazol e ou pentoxifilina.
  3. C) Programar revascularização do membro apenas se lesão ulcerada no pé.
  4. D) Realizar a amputação do membro inferior esquerdo abaixo do joelho. E) Realizar avaliação com angiografia e revascularizar apropriadamente.

Pérola Clínica

Dor em repouso + ITB < 0,5 = Isquemia Crítica → Revascularização mandatória para salvamento de membro.

Resumo-Chave

A evolução da claudicação para dor em repouso caracteriza a Isquemia Crítica (CLTI), onde o risco de perda do membro é alto, exigindo estudo angiográfico e intervenção imediata.

Contexto Educacional

A Isquemia Crítica de Membros Inferiores (CLTI) representa o estágio terminal da Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP). Clinicamente, manifesta-se como dor em repouso, frequentemente pior à noite e aliviada pela pendência do membro, ou pela presença de lesões tróficas (úlceras isquêmicas ou gangrena). O diagnóstico é corroborado por medidas hemodinâmicas, como o Índice Tornozelo-Braço (ITB) inferior a 0,5. Diferente da claudicação intermitente estável, onde o tratamento inicial é clínico (controle de fatores de risco, exercícios e cilostazol), a CLTI exige intervenção ativa. O objetivo primordial é o salvamento do membro e a redução da mortalidade cardiovascular elevada nesses pacientes. A avaliação inicial deve incluir exames de imagem para planejar a revascularização, que pode ser realizada por via endovascular (angioplastia/stent) ou cirurgia aberta (bypass), dependendo da extensão e localização das lesões (classificação TASC II).

Perguntas Frequentes

O que define a isquemia crítica de membros inferiores?

É definida pela presença de dor isquêmica em repouso por mais de duas semanas, úlceras ou gangrena, associada a evidências hemodinâmicas de perfusão arterial gravemente reduzida, geralmente com Índice Tornozelo-Braço (ITB) inferior a 0,4 ou 0,5, ou pressão sistólica no tornozelo menor que 50 mmHg.

Qual o papel do ITB no diagnóstico da DAOP?

O Índice Tornozelo-Braço é a razão entre a maior pressão sistólica no tornozelo e no braço. Valores menores que 0,9 confirmam a presença de DAOP; valores menores que 0,5 sugerem isquemia grave com alto risco de perda de membro, indicando necessidade de intervenção.

Por que a angiografia é necessária neste caso?

A angiografia (ou métodos de imagem como angiotomografia e angioressonância) é fundamental para o planejamento cirúrgico ou endovascular, pois mapeia a anatomia arterial, identifica a extensão das oclusões e define os sítios passíveis de revascularização.

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