Isquemia Crítica de Membro: Angioplastia para Estenose Ilíaca

HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2020

Enunciado

Homem de 75 anos diabético e hipertenso há 41 anos, teve ferimento perfurante em pé direito há 15 dias. Evoluiu com gangrena seca do 3º pododáctilo direito. Foi submetido à arteriografia que mostrou estenose segmentar crítica de artéria ilíaca comum direita. A melhor conduta para o paciente em questão é:

Alternativas

  1. A) Amputação do 5º pododáctilo.
  2. B) Angioplastia com stent de artéria ilíaca comum direita.
  3. C) Enxerto aorto-ilíaco direito
  4. D) Endarterectomia de artéria ilíaca comum direita.

Pérola Clínica

Isquemia crítica de membro por estenose ilíaca segmentar → Angioplastia com stent é a conduta preferencial.

Resumo-Chave

Em pacientes com isquemia crítica de membro e estenose segmentar de artéria ilíaca comum, a angioplastia com stent é a abordagem de primeira linha devido à sua menor invasividade e bons resultados. Procedimentos cirúrgicos abertos são geralmente reservados para falha da terapia endovascular ou doença mais extensa e complexa.

Contexto Educacional

A Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP) é uma manifestação comum da aterosclerose, afetando as artérias dos membros inferiores. A isquemia crítica de membro (ICM) representa a forma mais grave da DAOP, caracterizada por dor em repouso, úlceras tróficas ou gangrena, e está associada a alto risco de amputação e mortalidade cardiovascular. Pacientes diabéticos e hipertensos, como no caso, possuem risco significativamente elevado para o desenvolvimento e progressão da DAOP. O diagnóstico da ICM é clínico e confirmado por exames de imagem, como a arteriografia, que detalha a anatomia das lesões arteriais. A estenose segmentar crítica da artéria ilíaca comum é uma causa frequente de ICM. A fisiopatologia envolve a formação de placas ateroscleróticas que reduzem o lúmen arterial, comprometendo o fluxo sanguíneo para o membro. A escolha da revascularização depende da localização, extensão e características da lesão. Para estenoses segmentares da artéria ilíaca, a angioplastia com stent é a conduta de escolha, oferecendo uma solução eficaz e menos invasiva para restaurar o fluxo sanguíneo e preservar o membro. O tratamento visa aliviar a dor, promover a cicatrização de feridas e evitar a amputação. A abordagem multidisciplinar, incluindo controle rigoroso dos fatores de risco cardiovascular, é fundamental para o prognóstico a longo prazo.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de isquemia crítica de membro inferior?

Os sinais de isquemia crítica de membro inferior incluem dor em repouso persistente por mais de duas semanas, úlceras ou gangrena não cicatrizantes, e índice tornozelo-braquial (ITB) < 0,4 ou pressão sistólica no tornozelo < 50 mmHg.

Por que a angioplastia com stent é a melhor opção para estenose ilíaca segmentar?

A angioplastia com stent é preferível para estenoses ilíacas segmentares devido à sua natureza minimamente invasiva, menor morbidade e mortalidade em comparação com a cirurgia aberta, e alta taxa de sucesso técnico e permeabilidade a longo prazo para lesões ilíacas.

Quando a cirurgia aberta (enxerto aorto-ilíaco) é indicada na doença arterial ilíaca?

A cirurgia aberta, como o enxerto aorto-ilíaco, é geralmente reservada para casos de doença arterial ilíaca extensa, oclusões longas, falha de procedimentos endovasculares prévios ou quando a anatomia não é favorável para abordagem endovascular.

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