Fundhacre - Fundação Hospital Estadual do Acre — Prova 2020
Paciente sexo masculino, 65 anos, diabético, tabagista com diagnóstico de DAOP (doença arterial obstrutiva periférica) apresenta quadro clinico compatível com classificação de Fontaine III. Diante de quadro qual a melhor conduta a ser realizada no tratamento:
DAOP Fontaine III = dor em repouso, isquemia crítica de membro → intervenção cirúrgica imediata para salvar o membro.
A classificação de Fontaine III indica dor isquêmica em repouso, um sinal de isquemia crítica de membro, que exige intervenção cirúrgica ou endovascular urgente para evitar a perda do membro. O tratamento clínico isolado não é suficiente nesta fase avançada.
A Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP) é uma condição comum, especialmente em idosos com fatores de risco como diabetes e tabagismo, caracterizada pela obstrução das artérias que irrigam os membros. Sua prevalência aumenta com a idade e a presença de comorbidades cardiovasculares, sendo uma importante causa de morbidade e mortalidade. A classificação de Fontaine é crucial para determinar a gravidade e a conduta. O estágio III, dor isquêmica em repouso, e o estágio IV, lesões tróficas ou gangrena, são considerados isquemia crítica de membro (ICM). A ICM representa um risco iminente de perda do membro e exige uma abordagem terapêutica agressiva e imediata para restaurar o fluxo sanguíneo. O tratamento da DAOP varia conforme o estágio. Enquanto os estágios iniciais (Fontaine I e II) podem ser manejados com controle de fatores de risco, exercícios supervisionados e farmacoterapia, a isquemia crítica (Fontaine III e IV) demanda revascularização urgente, seja por cirurgia aberta ou procedimentos endovasculares. O objetivo é aliviar a dor, promover a cicatrização de lesões e, principalmente, prevenir a amputação do membro.
Os sinais incluem dor isquêmica em repouso, úlceras tróficas que não cicatrizam e gangrena, indicando risco iminente de perda do membro.
A conduta inicial é a revascularização urgente (cirúrgica ou endovascular) para restaurar o fluxo sanguíneo e salvar o membro, além do controle rigoroso dos fatores de risco.
A classificação de Fontaine estratifica a gravidade da DAOP, desde assintomática (I) até isquemia crítica (III e IV), direcionando a urgência e o tipo de tratamento, que pode variar de clínico a cirúrgico.
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