MedEvo Simulado — Prova 2026
Um homem de 68 anos, com diagnóstico prévio de fibrilação atrial e sem tratamento anticoagulante regular, procura a emergência com quadro de dor intensa e súbita no membro inferior esquerdo iniciada há 4 horas. Relata também sensação de formigamento nos dedos do pé. Ao exame físico, o membro encontra-se pálido e frio desde o terço distal da perna. Os pulsos femoral e poplíteo estão presentes e normais, mas os pulsos pedioso e tibial posterior estão ausentes à esquerda. O paciente consegue movimentar ativamente os dedos e o tornozelo, mas apresenta discreta redução da sensibilidade tátil nos pododáctilos. Com base na classificação de Rutherford para isquemia arterial aguda, o diagnóstico e a conduta inicial imediata são:
Rutherford IIa = Sensibilidade ↓ mínima + Motricidade preservada → Revascularização Urgente.
A isquemia aguda Rutherford IIa é marginalmente ameaçada; o membro é salvável se tratado rapidamente com anticoagulação e revascularização de urgência.
A isquemia arterial aguda é uma emergência vascular definida pela diminuição súbita da perfusão do membro. A etiologia embólica, frequentemente associada à fibrilação atrial, apresenta-se com início abrupto e ausência de circulação colateral prévia. A Classificação de Rutherford é a ferramenta padrão-ouro para estratificar a gravidade e guiar a urgência da intervenção. Neste caso, o paciente apresenta sinais de viabilidade (movimentação preservada) mas com ameaça marginal (déficit sensitivo leve), o que o enquadra em IIa. O manejo inicial obrigatório inclui a proteção térmica do membro, analgesia e heparinização sistêmica imediata para estabilizar o quadro antes da arteriografia ou cirurgia.
No estágio IIa (ameaçado marginalmente), há perda sensorial mínima ou nula nos dedos e a força muscular está preservada. No estágio IIb (ameaçado imediatamente), a perda sensorial ultrapassa os dedos e já existe déficit motor leve a moderado. O estágio IIb exige intervenção imediata (emergência), enquanto o IIa permite planejamento de urgência após anticoagulação.
A heparinização sistêmica (geralmente com Heparina não fracionada em bolus) visa impedir a propagação do trombo (trombose secundária) tanto proximal quanto distalmente ao sítio de oclusão, preservando a microcirculação e os colaterais enquanto se aguarda a revascularização definitiva.
A isquemia é estágio III quando há perda sensorial completa (anestesia), paralisia muscular (rigor), ausência de sinais Doppler arteriais e venosos, e frequentemente manchas cianóticas fixas (livedo). Nestes casos, a revascularização pode causar síndrome de reperfusão grave, sendo a amputação a conduta indicada.
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