Isquemia Aguda de Membro Inferior: Conduta de Emergência

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2021

Enunciado

Homem, 63 anos, atendido em unidade hospitalar de urgência, com dor de início súbito de membro inferior direito (MID) associada a cianose não fixa, frialdade, parestesia e dificuldade de movimentação dos dedos do pé direito há 5 horas. Ao exame físico, apresentava ritmo cardíaco irregular, PA 150 x 90 mmHg, FC 105 bpm. Pulsos periféricos ausentes à palpação desde femoral. Membro contralateral com perfusão normal e pulsos periféricos amplos. Qual a conduta diante do caso?

Alternativas

  1. A) Arteriografia de MID para programar procedimento cirúrgico em segundo tempo.
  2. B) Doppler arterial de MID para programar by-pass.
  3. C) Trombólise de emergência para posterior tratamento endovascular.
  4. D) Tromboembolectomia de emergência e iniciar anticoagulação plena.
  5. E) Angiorressonância do MID e tratamento endovascular posterior.

Pérola Clínica

Isquemia aguda MID com FA e ausência de pulsos → Tromboembolectomia de emergência + anticoagulação.

Resumo-Chave

A isquemia aguda de membro inferior é uma emergência vascular que exige intervenção imediata para salvar o membro. A presença de fibrilação atrial e o início súbito dos sintomas sugerem fortemente uma etiologia embólica, sendo a tromboembolectomia a conduta de escolha para revascularização rápida, seguida de anticoagulação plena.

Contexto Educacional

A isquemia aguda de membro inferior é uma emergência vascular caracterizada por uma diminuição súbita e grave do fluxo sanguíneo arterial para o membro, ameaçando sua viabilidade. A etiologia mais comum é a embólica, frequentemente associada a fontes cardíacas como a fibrilação atrial, ou trombótica, em pacientes com doença aterosclerótica pré-existente. O diagnóstico é clínico, baseado nos "6 Ps" (dor, palidez, parestesia, paralisia, poiquilotermia e ausência de pulso). A presença de ritmo cardíaco irregular, como a fibrilação atrial, e a ausência de pulsos distais ao local da oclusão são fortes indicativos de embolia. A gravidade da isquemia e o tempo de evolução determinam a urgência da intervenção. A conduta imediata visa a revascularização do membro para restaurar o fluxo sanguíneo e prevenir necrose. Em casos de isquemia grave e tempo de evolução limitado (geralmente até 6 horas), a tromboembolectomia cirúrgica é o tratamento de escolha. A anticoagulação plena deve ser iniciada prontamente para evitar a progressão do trombo e a formação de novos eventos.

Perguntas Frequentes

Quais são os "6 Ps" da isquemia aguda de membro inferior?

Os "6 Ps" são dor (pain), palidez (pallor), parestesia (paresthesia), paralisia (paralysis), poiquilotermia (polar/coldness) e ausência de pulso (pulselessness).

Por que a fibrilação atrial é um fator de risco importante para isquemia aguda embólica?

A fibrilação atrial causa estase sanguínea nos átrios, favorecendo a formação de trombos que podem se desprender e embolizar para a circulação sistêmica, incluindo as artérias dos membros inferiores.

Qual o papel da anticoagulação na isquemia aguda de membro inferior?

A anticoagulação plena é crucial para prevenir a propagação do trombo e a formação de novos êmbolos, sendo iniciada o mais rápido possível e mantida após a revascularização para evitar reoclusão.

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