UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2022
Paciente do sexo masculino, 60 anos de idade, procura atendimento médico em unidade de urgência hospitalar com queixas de dor, parestesia e frialdade em pé direito com início há duas horas. Refere o diagnóstico prévio de fibrilação atrial e suspensão do uso regular de varfarina por decisão particular há 02 dias. Ao exame físico do membro inferior direito (MID), observa-se palidez e diminuição da temperatura em toda a superfície do pé direito. Os pulsos femorais e poplíteos encontram-se amplos e simétricos, entretanto os pulsos tibial posterior e pedioso encontram-se ausentes no MID. Considerando o quadro clínico relatado do paciente, qual a proposta terapêutica passível de ser utilizada?
FA + suspensão varfarina + 6 Ps (dor, palidez, ausência de pulso, parestesia, poiquilotermia, paralisia) → Isquemia aguda de membro → Embolectomia imediata.
A isquemia aguda de membro inferior é uma emergência cirúrgica. A história de fibrilação atrial e suspensão de anticoagulante, combinada com os sintomas clássicos (dor, parestesia, frialdade, ausência de pulsos distais), indica fortemente uma embolia arterial. O tratamento de escolha é a revascularização imediata, geralmente por embolectomia, para preservar o membro.
A isquemia aguda de membro inferior é uma condição grave caracterizada pela interrupção súbita do fluxo sanguíneo arterial para um membro, resultando em hipóxia tecidual. É uma emergência médica que, se não tratada prontamente, pode levar à perda do membro ou à morte. A etiologia mais comum é a embolia arterial, frequentemente originária do coração em pacientes com fibrilação atrial, como no caso descrito, especialmente após a suspensão da anticoagulação. O diagnóstico é clínico, baseado nos '6 Ps' (pain, pallor, pulselessness, paresthesia, poikilothermia, paralysis). A ausência de pulsos distais, com pulsos proximais preservados, sugere uma oclusão arterial distal por um êmbolo. A história de fibrilação atrial e interrupção da varfarina reforça a suspeita de embolia. A rápida identificação é crucial, pois a viabilidade do membro é tempo-dependente. O tratamento de escolha para a isquemia aguda de membro de origem embólica é a embolectomia cirúrgica imediata, que visa remover o êmbolo e restabelecer o fluxo sanguíneo. A terapia farmacológica com anticoagulantes pode ser um adjuvante, mas não substitui a revascularização mecânica em casos de isquemia estabelecida. A demora no tratamento aumenta significativamente o risco de amputação e complicações sistêmicas.
Os sinais e sintomas clássicos, conhecidos como os '6 Ps', são: dor (pain), palidez (pallor), ausência de pulso (pulselessness), parestesia, poiquilotermia (frialdade) e paralisia. A presença desses sinais indica uma emergência.
Na fibrilação atrial, o átrio não se contrai de forma eficaz, levando à estase sanguínea e formação de trombos, principalmente no apêndice atrial esquerdo. Esses trombos podem se desprender e embolizar para a circulação sistêmica, incluindo os membros.
O tempo é crítico na isquemia aguda. A viabilidade do membro diminui rapidamente após 4-6 horas de isquemia completa. A revascularização precoce é essencial para prevenir danos irreversíveis, como necrose tecidual, amputação e até morte.
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