Isquemia Aguda de Membro: Diagnóstico e Embolectomia

UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2022

Enunciado

Paciente do sexo masculino, 60 anos de idade, procura atendimento médico em unidade de urgência hospitalar com queixas de dor, parestesia e frialdade em pé direito com início há duas horas. Refere o diagnóstico prévio de fibrilação atrial e suspensão do uso regular de varfarina por decisão particular há 02 dias. Ao exame físico do membro inferior direito (MID), observa-se palidez e diminuição da temperatura em toda a superfície do pé direito. Os pulsos femorais e poplíteos encontram-se amplos e simétricos, entretanto os pulsos tibial posterior e pedioso encontram-se ausentes no MID. Considerando o quadro clínico relatado do paciente, qual a proposta terapêutica passível de ser utilizada?

Alternativas

  1. A) Tratamento farmacológico imediato com varfarina na dose 20mg via oral.
  2. B) Tratamento cirúrgico imediato com realização de embolectomia das artérias do membro inferior direito.
  3. C) Tratamento farmacológico imediato com ácido acetilsalieílico na dose 200mg via oral.
  4. D) Tratamento cirúrgico imediato com realização de embolectomia das veias profundas do membro inferior direito.

Pérola Clínica

FA + suspensão varfarina + 6 Ps (dor, palidez, ausência de pulso, parestesia, poiquilotermia, paralisia) → Isquemia aguda de membro → Embolectomia imediata.

Resumo-Chave

A isquemia aguda de membro inferior é uma emergência cirúrgica. A história de fibrilação atrial e suspensão de anticoagulante, combinada com os sintomas clássicos (dor, parestesia, frialdade, ausência de pulsos distais), indica fortemente uma embolia arterial. O tratamento de escolha é a revascularização imediata, geralmente por embolectomia, para preservar o membro.

Contexto Educacional

A isquemia aguda de membro inferior é uma condição grave caracterizada pela interrupção súbita do fluxo sanguíneo arterial para um membro, resultando em hipóxia tecidual. É uma emergência médica que, se não tratada prontamente, pode levar à perda do membro ou à morte. A etiologia mais comum é a embolia arterial, frequentemente originária do coração em pacientes com fibrilação atrial, como no caso descrito, especialmente após a suspensão da anticoagulação. O diagnóstico é clínico, baseado nos '6 Ps' (pain, pallor, pulselessness, paresthesia, poikilothermia, paralysis). A ausência de pulsos distais, com pulsos proximais preservados, sugere uma oclusão arterial distal por um êmbolo. A história de fibrilação atrial e interrupção da varfarina reforça a suspeita de embolia. A rápida identificação é crucial, pois a viabilidade do membro é tempo-dependente. O tratamento de escolha para a isquemia aguda de membro de origem embólica é a embolectomia cirúrgica imediata, que visa remover o êmbolo e restabelecer o fluxo sanguíneo. A terapia farmacológica com anticoagulantes pode ser um adjuvante, mas não substitui a revascularização mecânica em casos de isquemia estabelecida. A demora no tratamento aumenta significativamente o risco de amputação e complicações sistêmicas.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos da isquemia aguda de membro?

Os sinais e sintomas clássicos, conhecidos como os '6 Ps', são: dor (pain), palidez (pallor), ausência de pulso (pulselessness), parestesia, poiquilotermia (frialdade) e paralisia. A presença desses sinais indica uma emergência.

Por que a fibrilação atrial aumenta o risco de embolia arterial?

Na fibrilação atrial, o átrio não se contrai de forma eficaz, levando à estase sanguínea e formação de trombos, principalmente no apêndice atrial esquerdo. Esses trombos podem se desprender e embolizar para a circulação sistêmica, incluindo os membros.

Qual a importância do tempo no tratamento da isquemia aguda de membro?

O tempo é crítico na isquemia aguda. A viabilidade do membro diminui rapidamente após 4-6 horas de isquemia completa. A revascularização precoce é essencial para prevenir danos irreversíveis, como necrose tecidual, amputação e até morte.

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