COC - Centro Oncológico de Cuiabá (MT) — Prova 2020
Um homem de 64 anos deu entrada no pronto-socorro de um hospital terciário com história de dor no pé e perna direita com forte intensidade, de início súbito há 2 horas. Negava história de hipertensão arterial, diabetes mellitus ou tabagismo e referia que já acompanhava com cardiologista por arritmia, mas perdera o seguimento. Não fazia uso contínuo de medicação. Ao exame físico, apresentava PA = 160x110mmHg, FC = 100bpm e pulso arrítmico. O membro acometido encontrava-se pálido, com frialdade de perna e pé e sem pulsos palpáveis. O paciente apresentava, ainda, diminuição da sensibilidade do terço distal do pé e movimentava os dedos com dificuldade. O membro inferior esquerdo encontrava-se com exame físico normal. Assinale a alternativa que apresenta a conduta a ser tomada para o caso:
Isquemia aguda membro (6 Ps) + arritmia = embolia arterial → heparina + cirurgia imediata.
O quadro clínico de dor súbita, palidez, frialdade, parestesia, paralisia e ausência de pulsos (os 6 Ps da isquemia aguda) em um paciente com história de arritmia (provável fibrilação atrial não controlada) sugere fortemente uma embolia arterial. A isquemia aguda de membro é uma emergência vascular que requer heparinizaçao sistêmica imediata e revascularização cirúrgica urgente para salvar o membro.
A isquemia aguda de membro inferior é uma emergência vascular grave, definida como uma súbita diminuição da perfusão do membro que ameaça sua viabilidade. A etiologia mais comum é a embolia arterial (em 80-90% dos casos, frequentemente de origem cardíaca, como na fibrilação atrial) ou a trombose arterial aguda sobre uma placa aterosclerótica preexistente. A rápida identificação e intervenção são cruciais para preservar o membro e a vida do paciente. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado nos "6 Ps" da isquemia aguda: dor súbita e intensa, palidez, parestesia, paralisia, poiquilotermia (frialdade) e ausência de pulsos distais. A história de arritmia cardíaca, como fibrilação atrial, aumenta a suspeita de embolia. A classificação da isquemia (Rutherford ou Fontaine) é importante para guiar a conduta, com o caso descrito indicando uma isquemia grave (Rutherford IIb ou III) devido à dificuldade de movimentação e diminuição da sensibilidade. A conduta inicial para isquemia aguda de membro é a heparinizaçao sistêmica imediata com heparina não fracionada para prevenir a propagação do trombo. Em casos de isquemia grave com risco iminente de perda do membro, a revascularização é urgente e pode ser realizada por embolectomia cirúrgica (com cateter de Fogarty) ou, em situações selecionadas, por trombólise intra-arterial. A angiografia pode ser útil para planejar a cirurgia, mas não deve atrasar a intervenção em casos de isquemia crítica. O controle da dor e a monitorização dos sinais vitais são medidas de suporte importantes.
A isquemia aguda de membro é caracterizada pelos "6 Ps": dor (pain), palidez (pallor), parestesia, paralisia, poiquilotermia (frialdade) e ausência de pulsos (pulselessness).
A conduta inicial inclui heparinizaçao sistêmica imediata para prevenir a progressão do trombo e, na maioria dos casos de isquemia grave, exploração cirúrgica imediata para revascularização.
A fibrilação atrial é a causa mais comum de embolia arterial, pois a estase sanguínea no átrio esquerdo pode levar à formação de trombos que se desprendem e viajam para a circulação sistêmica.
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