HRAC-USP/Centrinho - Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais - Bauru (SP) — Prova 2024
Você admite homem de 76 anos, diabético, tabagista 120 anos-maço, coronariopata, com pulso irregular e queixa de dor intensa no pé esquerdo, de início súbito, enquanto assistia à televisão. Ele está em busca de atendimento há 3 horas. O pé esquerdo é mais pálido e frio que o direito. Os pulsos tibial posterior e pedioso não podem ser palpados à esquerda. Diante desse diagnóstico, assinale a conduta adequada.
Isquemia aguda de membro (6 Ps: Pain, Pallor, Pulselessness, Paresthesia, Paralysis, Poikilothermia) → Heparina + Cirurgião vascular urgente.
A isquemia aguda de membro é uma emergência cirúrgica que exige reconhecimento e tratamento imediatos para salvar o membro. A presença de dor súbita, palidez, frialdade e ausência de pulsos em um paciente com fatores de risco (como fibrilação atrial) indica alta probabilidade de tromboembolismo arterial. A conduta inicial é anticoagulação plena com heparina e acionamento urgente do cirurgião vascular para tromboembolectomia.
A isquemia aguda de membro é uma condição devastadora que pode levar à perda do membro ou até mesmo à morte se não for tratada rapidamente. A causa mais comum é o tromboembolismo arterial, frequentemente originado de uma fonte cardíaca (como fibrilação atrial) ou de placas ateroscleróticas. O diagnóstico é clínico, baseado nos '6 Ps', e o tempo é um fator crítico para o prognóstico. Cada hora de atraso no tratamento aumenta o risco de amputação e mortalidade.
Os '6 Ps' são dor (Pain), palidez (Pallor), ausência de pulso (Pulselessness), parestesia, paralisia e poiquilotermia (frialdade). Esses sinais indicam a gravidade da isquemia e a necessidade de intervenção imediata.
A heparina é iniciada imediatamente para prevenir a propagação do trombo e a formação de novos coágulos, que poderiam agravar a isquemia. Ela ajuda a manter a patência de vasos colaterais e a melhorar o fluxo sanguíneo distal, enquanto se aguarda a intervenção cirúrgica definitiva.
O cirurgião vascular é fundamental para avaliar a viabilidade do membro e realizar a intervenção cirúrgica, que geralmente é a tromboembolectomia. Este procedimento remove o trombo ou êmbolo, restaurando o fluxo sanguíneo e salvando o membro da amputação.
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