Isquemia Aguda de Membro: Manejo Urgente da Embolia Arterial

IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2022

Enunciado

Um homem de 75 anos, com fibrilação atrial e sem claudicação intermitente prévia, apresentou dor de início súbito em membro inferior direito há 3 horas. A frequência cardíaca é 120 bpm e a PA: 180 x 90 mmHg. A extremidade inferior direita está fria e pálida, com déficits motor e sensitivo. O pulso femoral neste membro está ausente, sendo que no membro inferior esquerdo todos os pulsos estão presentes. Conduta inicial mais apropriada, após a administração de heparina sistêmica:

Alternativas

  1. A) Trombólise sistêmica por acesso venoso periférico.
  2. B) Angiografia no setor de hemodinâmica.
  3. C) Tromboembolectomia cirúrgica imediata.
  4. D) Trombólise intra-arterial local por cateter.
  5. E) Duplex scan para localizar a lesão obstrutiva.

Pérola Clínica

Isquemia aguda membro (6 Ps) + FA → Tromboembolectomia cirúrgica imediata após heparina.

Resumo-Chave

O quadro clínico de dor súbita, palidez, frieza, ausência de pulso e déficits neurológicos (motor e sensitivo) em um paciente com fibrilação atrial é altamente sugestivo de isquemia aguda de membro por embolia arterial. Dada a gravidade e o tempo de isquemia (3 horas), a revascularização urgente por tromboembolectomia cirúrgica é a conduta mais apropriada para salvar o membro.

Contexto Educacional

A isquemia aguda de membro é uma emergência vascular caracterizada pela súbita interrupção do fluxo sanguíneo arterial para uma extremidade, resultando em hipóxia tecidual e risco de necrose. A causa mais comum é a embolia arterial, frequentemente originada de uma fonte cardíaca, como a fibrilação atrial, ou de trombose in situ em artérias ateroscleróticas. O diagnóstico é clínico, baseado nos "6 Ps" (dor, palidez, parestesia, paralisia, ausência de pulso e poiquilotermia). A presença de déficits motor e sensitivo indica isquemia grave e iminente risco de perda do membro. A fibrilação atrial é um fator de risco importante para embolia. A conduta inicial envolve a heparinização sistêmica para evitar a progressão do trombo. Em casos de isquemia grave e com tempo de isquemia curto (geralmente até 6 horas), a tromboembolectomia cirúrgica é o tratamento de escolha, pois oferece a revascularização mais rápida e eficaz. A trombólise pode ser considerada em situações selecionadas, mas a cirurgia é preferível quando há risco de perda do membro. Residentes devem reconhecer a urgência e a necessidade de intervenção rápida para preservar a viabilidade do membro.

Perguntas Frequentes

Quais são os "6 Ps" da isquemia aguda de membro?

Os "6 Ps" são: Pain (dor), Pallor (palidez), Paresthesia (parestesia), Paralysis (paralisia), Pulselessness (ausência de pulso) e Poikilothermia (poiquilotermia ou frieza).

Por que a heparina sistêmica é a primeira conduta na isquemia aguda de membro?

A heparina sistêmica é administrada imediatamente para prevenir a propagação do trombo e a formação de novos trombos, minimizando o risco de oclusão adicional enquanto se prepara para a revascularização.

Quando a trombólise intra-arterial seria uma opção na isquemia aguda?

A trombólise intra-arterial pode ser considerada em casos de isquemia menos grave (sem déficits neurológicos graves) e com tempo de isquemia mais prolongado, onde a cirurgia pode ser mais arriscada ou menos eficaz, ou em pacientes com alto risco cirúrgico.

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