Isquemia Aguda de Membro: Classificação de Rutherford e Viabilidade

CEPOA - Centro de Estudos e Pesquisas Oculistas Associados (RJ) — Prova 2020

Enunciado

Paciente do sexo masculino, 52 anos, portador de miocardiopatia dilatada, apresenta-se a emergência queixando-se de dor súbita em MIE há poucos minutos. Ao exame físico foi observada diminuição da temperatura, palidez, cianose e diminuição de pulsos periféricos. Foi realizada heparinização plena e embolectomia com cateter de Fogarty. São critérios para avaliação de viabilidade do membro na isquemia aguda (Rutherford), exceto:

Alternativas

  1. A) Perda sensitiva.
  2. B) Fraqueza muscular.
  3. C) Doppler.
  4. D) Temperatura do membro.

Pérola Clínica

Classificação de Rutherford para isquemia aguda avalia viabilidade por dor, perda sensitiva, fraqueza muscular e Doppler.

Resumo-Chave

A classificação de Rutherford para isquemia aguda de membro avalia a viabilidade do membro com base em dor, perda sensitiva, fraqueza muscular e achados do Doppler (arterial e venoso). A temperatura do membro, embora seja um sinal clínico de isquemia, não é um critério direto na classificação de Rutherford.

Contexto Educacional

A isquemia aguda de membro é uma emergência vascular caracterizada por uma interrupção súbita do fluxo sanguíneo arterial para um membro, resultando em hipóxia tecidual e risco de perda do membro. As causas mais comuns incluem embolia (como no caso de miocardiopatia dilatada com risco de trombos), trombose in situ ou trauma. O diagnóstico rápido e a intervenção são cruciais para preservar a viabilidade do membro. A avaliação da viabilidade do membro é fundamental e é guiada pela classificação de Rutherford, que categoriza a isquemia em três graus: I (Viável), IIa (Ameaçada marginalmente), IIb (Ameaçada imediatamente) e III (Irreversível). Os critérios utilizados nesta classificação incluem a presença e gravidade da dor, a extensão da perda sensitiva, a presença e grau de fraqueza muscular e os achados do Doppler (presença de sinal arterial e venoso). A temperatura do membro, embora seja um sinal clínico importante de isquemia (poiquilotermia), não é um dos critérios diretos utilizados na classificação de Rutherford para determinar a viabilidade. Os critérios de Rutherford focam em aspectos mais funcionais e prognósticos da isquemia. A compreensão dessa classificação é essencial para residentes, pois ela direciona a urgência e o tipo de tratamento, que pode variar de observação a trombólise, embolectomia ou, em casos graves, amputação.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais clínicos de isquemia aguda de membro?

Os principais sinais clínicos de isquemia aguda de membro são os "6 Ps": Pain (dor), Pallor (palidez), Paresthesia (parestesia/perda sensitiva), Paralysis (paralisia/fraqueza muscular), Pulselessness (ausência de pulsos) e Poikilothermia (poiquilotermia/temperatura diminuída).

Como a classificação de Rutherford auxilia na decisão terapêutica da isquemia aguda?

A classificação de Rutherford divide a isquemia em três categorias (I - viável, IIa - ameaçada marginalmente, IIb - ameaçada imediatamente, III - irreversível), baseando-se na presença e gravidade de dor, perda sensitiva, fraqueza muscular e achados do Doppler. Isso direciona a urgência e o tipo de intervenção (observação, trombólise, embolectomia, amputação).

Por que a temperatura do membro não é um critério direto na classificação de Rutherford?

Embora a temperatura diminuída seja um sinal clássico de isquemia, a classificação de Rutherford foca em critérios mais objetivos e prognósticos da função neurológica e vascular, como a presença de perda sensitiva, fraqueza muscular e a detecção de fluxo arterial/venoso por Doppler, que são mais preditivos da viabilidade do membro.

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