Isquemia Aguda de Membro: Diagnóstico e Manejo Inicial

Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2020

Enunciado

Homem, 67 anos de idade, com história de claudicação intermitente aos mínimos esforços há 6 meses, é admitido em pronto-socorro com quadro de dor súbita em membro inferior esquerdo há 1 hora. Ao exame físico, evidencia-se ausência de pulsos poplíteo, tibiais e pedioso esquerdo. Considerando o diagnóstico mais provável, qual é a base para o tratamento deste paciente?

Alternativas

  1. A)  Embolectomia com cateter de Fogarty
  2. B) Heparinização intravenosa
  3. C) Trombectomia venosa
  4. D) Fasciotomia

Pérola Clínica

Isquemia aguda de membro → dor súbita + ausência de pulsos → heparinização IV imediata para evitar progressão.

Resumo-Chave

A isquemia aguda de membro é uma emergência vascular caracterizada por dor súbita, palidez, parestesia, paralisia e ausência de pulsos. A heparinização intravenosa é a medida inicial mais importante para prevenir a propagação do trombo e preservar a viabilidade do membro enquanto se aguarda a intervenção definitiva.

Contexto Educacional

A isquemia aguda de membro (IAM) é uma emergência vascular que exige reconhecimento e tratamento imediatos para preservar a viabilidade do membro e, em alguns casos, a vida do paciente. É caracterizada por uma interrupção súbita do fluxo sanguíneo arterial para um membro, resultando em hipóxia tecidual. As causas mais comuns são embolia (geralmente de origem cardíaca) e trombose in situ de uma artéria previamente estenosada por aterosclerose. O diagnóstico é clínico, baseado nos "6 Ps": dor (pain), palidez (pallor), parestesia, paralisia, poiquilotermia (frialdade) e ausência de pulsos (pulselessness) distalmente à oclusão. A história de claudicação intermitente prévia sugere trombose sobre doença aterosclerótica, enquanto um início abrupto sem história prévia pode indicar embolia. A avaliação rápida da viabilidade do membro é essencial para guiar a conduta. A base do tratamento inicial, independentemente da etiologia (embólica ou trombótica), é a heparinização intravenosa imediata com heparina não fracionada. Isso previne a propagação do trombo, minimiza a isquemia e melhora a circulação colateral, ganhando tempo para a avaliação diagnóstica (angiografia) e a intervenção definitiva, que pode ser cirúrgica (embolectomia, trombectomia, bypass) ou endovascular (trombólise). A fasciotomia pode ser necessária em casos de síndrome compartimental pós-revascularização.

Perguntas Frequentes

Quais são os 6 Ps da isquemia aguda de membro?

Os 6 Ps são: Pain (dor), Pallor (palidez), Paresthesia (parestesia), Paralysis (paralisia), Poikilothermia (poiquilotermia ou frialdade) e Pulselessness (ausência de pulsos).

Por que a heparinização intravenosa é a base do tratamento inicial na isquemia aguda de membro?

A heparinização intravenosa é crucial para prevenir a propagação do trombo ou êmbolo, estabilizar o quadro e manter a permeabilidade dos vasos colaterais, ganhando tempo para a avaliação e planejamento da revascularização definitiva.

Qual a diferença entre embolia e trombose na isquemia aguda de membro?

A embolia geralmente tem início mais súbito e não há história prévia de claudicação, enquanto a trombose ocorre frequentemente em pacientes com doença aterosclerótica pré-existente (claudicação) e pode ter um início um pouco menos abrupto.

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