IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2022
Um paciente de 65 anos procura o pronto-socorro com queixa de dor no pé esquerdo de início súbito há 3 dias, associada a esfriamento e palidez, com piora significativa da dor nas últimas horas. O paciente é hipertenso, em uso irregular de medicação, e tabagista de longa data, com história de claudicação intermitente para cerca de 100 metros. Ao exame, o membro encontra-se pálido e frio, com cianose móvel de artelhos. Além disso, pulso femoral presente bilateralmente; poplíteo e distais ausentes, bilateralmente; diminuição da sensibilidade nos terços médio e distai de pé esquerdo; e diminuição da mobilidade dos artelhos. Sobre esse caso, assinale a alternativa correta:
Isquemia aguda de membro com déficit neurológico (sensitivo/motor) → ameaça iminente de perda, revascularização urgente.
O paciente apresenta sinais clássicos de isquemia aguda de membro inferior (dor súbita, palidez, esfriamento, ausência de pulsos, déficit neurológico). A presença de diminuição da sensibilidade e mobilidade dos artelhos indica isquemia grave, com ameaça imediata de perda do membro, necessitando de revascularização urgente.
A isquemia aguda de membro inferior é uma emergência vascular caracterizada por uma diminuição súbita e grave do fluxo sanguíneo arterial para o membro, resultando em potencial ameaça à sua viabilidade. As causas mais comuns incluem embolia (cardíaca ou de aneurisma), trombose in situ de uma artéria previamente estenosada (como na doença arterial periférica) ou trauma. A rápida identificação e intervenção são cruciais para evitar a perda do membro e suas sequelas. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado nos "6 Ps": pain (dor), pallor (palidez), pulselessness (ausência de pulso), paresthesia (parestesia), paralysis (paralisia) e poikilothermia (poiquilotermia ou esfriamento). A presença de déficits neurológicos (sensitivos ou motores) indica isquemia grave e iminente ameaça de perda do membro, classificando-a como Rutherford IIb ou III. O histórico de claudicação intermitente sugere trombose sobre doença arterial preexistente. A conduta para isquemia aguda de membro com ameaça de perda é a revascularização de urgência, que pode ser cirúrgica (embolectomia, trombectomia, bypass) ou endovascular (trombólise, angioplastia). Em casos de isquemia grave (Rutherford IIb ou III), a revascularização deve ser realizada sem demora para exames de imagem prévios, como a arteriografia, que podem atrasar o tratamento e comprometer o prognóstico do membro. A anticoagulação é fundamental no pós-operatório.
Os sinais e sintomas clássicos da isquemia aguda de membro inferior são os "6 Ps": dor (pain), palidez (pallor), ausência de pulso (pulselessness), parestesia, paralisia e poiquilotermia (esfriamento). A presença de parestesia e paralisia indica gravidade.
A revascularização de emergência é indicada quando há ameaça iminente de perda do membro, caracterizada por déficit neurológico (parestesia ou paralisia) ou dor em repouso grave. Nesses casos, a intervenção deve ser imediata, muitas vezes sem exames de imagem prévios demorados.
A arteriografia é um exame de imagem que detalha a anatomia vascular e a localização da oclusão. Embora útil, em casos de isquemia grave com ameaça de perda do membro, a revascularização não deve ser atrasada para sua realização, podendo ser feita intraoperatoriamente ou baseada na clínica.
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