SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2025
Um paciente de 70 anos de idade, diabético tipo 2 e tabagista, compareceu à consulta com queixa de dor em membro inferior esquerdo. O exame físico, mostrou FC = 88 bpm, FR = 18 irpm e SatO2 = 97%. Apresenta palidez e cianose no pé esquerdo, com pulsos femorais palpáveis e ausência de pulsos distais.Considerando esse caso clínico, qual a principal conduta nesse caso?
Dor em membro inferior + fatores de risco + ausência de pulsos distais + sinais de isquemia → Suspeita de Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP) grave/isquemia crítica.
O quadro clínico de dor em membro inferior, palidez, cianose e ausência de pulsos distais em paciente com múltiplos fatores de risco (idade, diabetes, tabagismo) é altamente sugestivo de isquemia aguda ou crítica de membro. A angiografia é essencial para localizar a obstrução e planejar a revascularização.
O caso clínico descreve um paciente com múltiplos fatores de risco cardiovascular, como idade avançada, diabetes mellitus tipo 2 e tabagismo, que apresenta dor em membro inferior esquerdo, palidez, cianose e ausência de pulsos distais. Este quadro é altamente sugestivo de isquemia aguda de membro inferior, uma condição grave que exige intervenção imediata para preservar a viabilidade do membro. A doença arterial obstrutiva periférica (DAOP) é a causa subjacente mais comum, e a isquemia aguda representa uma exacerbação súbita devido à trombose ou embolia de uma artéria previamente estenosada. A fisiopatologia da isquemia aguda de membro envolve a interrupção súbita do fluxo sanguíneo arterial para o membro, resultando em hipóxia tecidual. Os sinais e sintomas clássicos são os "6 Ps": dor (pain), palidez (pallor), parestesia, paralisia, poiquilotermia (frio) e ausência de pulso (pulselessness). A ausência de pulsos distais, palidez e cianose são achados críticos que indicam a gravidade da isquemia. O diagnóstico é clínico, mas a confirmação e a localização da obstrução são essenciais para o planejamento terapêutico. A conduta principal nesse cenário é a realização urgente de uma angiografia. Este exame de imagem permite visualizar a árvore arterial, identificar o local exato da obstrução e determinar a melhor estratégia de revascularização, que pode ser angioplastia com stent (endovascular) ou cirurgia de bypass. A demora no diagnóstico e tratamento pode levar à necrose tecidual, amputação do membro e até risco de vida. Portanto, a avaliação vascular imediata é prioritária.
Os "6 Ps" são dor (pain), palidez (pallor), parestesia, paralisia, poiquilotermia (frio) e ausência de pulso (pulselessness).
A angiografia permite identificar a localização, extensão e natureza da obstrução arterial, sendo fundamental para guiar a estratégia de revascularização, seja ela endovascular (angioplastia) ou cirúrgica (bypass).
Os principais fatores incluem tabagismo, diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica, dislipidemia, idade avançada e histórico familiar de doença cardiovascular.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo