AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2024
A isquemia aguda de membro é uma emergência vascular importante devido à rápida diminuição da perfusão do membro, que se traduz em potencial ameaça à sua viabilidade. Em relação a esta doença, assinale a assertiva correta:
Isquemia aguda = Dor + Palidez + Ausência de pulso + Parestesia + Paralisia + Poiquilotermia.
A isquemia aguda de membro é uma redução súbita da perfusão que ameaça a viabilidade tecidual. O diagnóstico é clínico, baseado nos '6 Ps', e exige intervenção imediata para evitar amputação.
A isquemia aguda de membro (IAM) é definida como uma diminuição súbita na perfusão do membro que causa uma ameaça potencial à viabilidade do mesmo. Diferente da doença arterial crônica, onde há tempo para o desenvolvimento de circulação colateral, na IAM a interrupção do fluxo é brusca. As causas principais são embolia (frequentemente de origem cardíaca) e trombose in situ (sobre estenoses prévias). O exame físico é soberano: a ausência de pulsos associada a alterações neurológicas (perda de sensibilidade e força) dita a urgência do caso. A classificação de Rutherford é a ferramenta padrão para estratificar a gravidade e guiar a decisão entre intervenção imediata ou avaliação diagnóstica adicional.
Os '6 Ps' representam os sinais e sintomas clássicos da isquemia aguda de membro: Pain (dor súbita e intensa), Pallor (palidez cutânea), Pulselessness (ausência de pulsos distais à oclusão), Paresthesia (alterações sensitivas), Paralysis (perda de função motora) e Poikilothermia (frieza térmica ou incapacidade de regular a temperatura). A presença de parestesia e paralisia indica isquemia avançada e risco iminente de perda do membro, classificando-o como Rutherford IIb ou III.
A embolia arterial geralmente tem início hiperagudo, em pacientes sem história prévia de claudicação, frequentemente com fonte emboligênica conhecida (como Fibrilação Atrial ou IAM recente). Os pulsos no membro contralateral costumam estar presentes. Já a trombose arterial ocorre sobre uma placa aterosclerótica pré-existente, com início mais gradual dos sintomas, história de claudicação intermitente e ausência de pulsos no membro contralateral devido à doença arterial obstrutiva periférica (DAOP) sistêmica.
A conduta inicial inclui a anticoagulação plena com Heparina Não Fracionada (HNF) em bolus para prevenir a propagação do trombo, proteção térmica do membro e avaliação da viabilidade pelo Doppler e exame físico. A estratégia de revascularização (cirurgia aberta como embolectomia com cateter de Fogarty, trombólise intra-arterial ou angioplastia) depende da classificação de Rutherford e da etiologia da oclusão.
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