Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2024
Homem de 34 anos é diagnosticado com tuberculose suscetível a medicamentos e iniciou terapia quádrupla padrão. Ele apresenta baciloscopia positiva para bacilos álcool-ácido resistentes após 1 mês de tratamento. O monitoramento terapêutico mostrou níveis séricos baixos de alguns dos antimicobacterianos. Os testes genéticos mostraram que ele era um acetilador rápido. Assinale a alternativa que apresenta o medicamento mais afetado por esse mecanismo genético.
Acetiladores rápidos metabolizam isoniazida mais rápido, resultando em níveis séricos ↓ e risco de falha terapêutica.
A isoniazida é metabolizada principalmente pela N-acetiltransferase 2 (NAT2). Indivíduos acetiladores rápidos metabolizam a droga mais rapidamente, o que pode levar a níveis séricos subterapêuticos e falha no tratamento da tuberculose, justificando o monitoramento e ajuste de dose.
A tuberculose (TB) continua sendo um grave problema de saúde pública global, e seu tratamento eficaz é fundamental para o controle da doença. A terapia quádrupla padrão, que inclui isoniazida, rifampicina, pirazinamida e etambutol, é a base do tratamento. No entanto, a resposta terapêutica pode variar significativamente entre os indivíduos, e fatores farmacogenéticos desempenham um papel crucial, especialmente no metabolismo de drogas como a isoniazida. A isoniazida é um dos fármacos mais importantes no esquema antituberculose, e seu metabolismo é predominantemente hepático, mediado pela enzima N-acetiltransferase 2 (NAT2). Existem polimorfismos genéticos no gene NAT2 que classificam os indivíduos em acetiladores lentos, intermediários ou rápidos. Acetiladores rápidos metabolizam a isoniazida de forma mais eficiente, resultando em concentrações plasmáticas mais baixas da droga. Em pacientes acetiladores rápidos, os níveis séricos de isoniazida podem ser subterapêuticos, o que pode levar à falha do tratamento, persistência da baciloscopia positiva e, consequentemente, ao desenvolvimento de resistência aos medicamentos. O monitoramento terapêutico de drogas (TDM) e, em alguns casos, testes farmacogenéticos, podem ser úteis para identificar esses pacientes e ajustar as doses, garantindo a eficácia do tratamento e prevenindo desfechos adversos. A compreensão desses mecanismos é vital para otimizar a terapia antituberculose.
A isoniazida é metabolizada principalmente pela enzima N-acetiltransferase 2 (NAT2). Indivíduos acetiladores rápidos possuem uma variante genética que acelera a atividade dessa enzima, resultando em uma metabolização mais rápida da isoniazida.
Em acetiladores rápidos, a rápida metabolização da isoniazida pode levar a níveis séricos subterapêuticos da droga, o que pode comprometer a eficácia do tratamento, aumentar o risco de falha terapêutica e o desenvolvimento de resistência.
O conhecimento do perfil farmacogenético, como o status de acetilador, pode auxiliar na individualização da dose de isoniazida, otimizando a eficácia do tratamento e minimizando o risco de falha, especialmente em casos de resposta inadequada ou toxicidade.
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