PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2020
Vinicius, 16 anos, interno de uma instituição para menores, com aparência saudável até esta manhã, desenvolveu cefaleia e febre de 41ºC. Nas duas horas seguintes, ele apresentou rigidez de nuca e vômitos. Foi levado ao Pronto- Socorro do Hospital Pequeno Príncipe quando passou a apresentar um estado mental alterado. Nenhuma outra pessoa da instituição apresentava tais sintomas. No hospital, sua frequência cardíaca é de 140 bpm, a pressão arterial é de 120/80 mmHg, a frequência respiratória é de 26 mpm e a temperatura é de 40ºC. Apresenta atitude combativa, não reconhece o local onde se encontra e não é capaz de seguir instruções. Apresenta sinal de Kernig e Brudzinski positivos. Sobre o caso clínico apresentado, assinale certo ou errado para a afirmação a seguir. Confirmando meningite bacteriana, esse paciente deverá ficar em isolamento respiratório por pelo menos 24 horas, a fim de evitar a descolonização de nasofaringe e a transmissibilidade para outras pessoas.
Meningite bacteriana (especialmente por N. meningitidis) → isolamento respiratório por ≥ 24h após ATB eficaz.
O isolamento respiratório é crucial para prevenir a transmissão de meningite bacteriana, especialmente a meningocócica, que é altamente contagiosa por gotículas respiratórias. A medida deve ser mantida por pelo menos 24 horas após o início da antibioticoterapia eficaz, período em que a maioria dos patógenos deixa de ser viável na nasofaringe.
A meningite bacteriana é uma emergência médica grave, caracterizada pela inflamação das meninges, com alta morbidade e mortalidade. É fundamental o reconhecimento precoce dos sinais e sintomas, como febre, cefaleia, rigidez de nuca, vômitos e alteração do estado mental, para um manejo adequado. A transmissão ocorre principalmente por gotículas respiratórias, sendo a Neisseria meningitidis e o Haemophilus influenzae tipo b os agentes mais preocupantes em termos de transmissibilidade. O diagnóstico é confirmado por análise do líquido cefalorraquidiano (LCR) e o tratamento é baseado em antibioticoterapia empírica de amplo espectro, ajustada após a identificação do patógeno e seu perfil de sensibilidade. A suspeita clínica deve levar à internação imediata e início do tratamento. Sinais de Kernig e Brudzinski positivos são indicativos de irritação meníngea, reforçando a suspeita. Uma medida crucial no controle da infecção é o isolamento respiratório. Pacientes com meningite bacteriana, especialmente por N. meningitidis, devem ser mantidos em isolamento por pelo menos 24 horas após o início da antibioticoterapia eficaz. Esta medida visa evitar a descolonização da nasofaringe e a transmissão para outras pessoas, sendo um pilar na prevenção da disseminação da doença em ambientes hospitalares e comunitários.
O paciente com meningite bacteriana deve permanecer em isolamento respiratório por pelo menos 24 horas após o início da antibioticoterapia eficaz. Este período é suficiente para eliminar a maioria das bactérias da nasofaringe e reduzir o risco de transmissão.
Os principais patógenos que exigem isolamento respiratório são Neisseria meningitidis e Haemophilus influenzae tipo b. Streptococcus pneumoniae, embora cause meningite, geralmente não requer isolamento respiratório rigoroso, mas precauções padrão são sempre indicadas.
Além do isolamento respiratório, são cruciais a higiene das mãos, o uso de equipamentos de proteção individual (máscaras, luvas) por profissionais de saúde e a profilaxia pós-exposição para contatos próximos, quando indicada, especialmente em casos de N. meningitidis.
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