Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2024
Paciente G3Pn2, Rh negativo, realiza exames de primeiro trimestre da gestação com resultados de coombs indireto positivo com titulação 1:16. A conduta adequada seria:
Isoimunização Rh com Coombs indireto positivo e titulação ≥ 1:16 → monitorar anemia fetal com Doppler ACM.
Em gestantes Rh negativo com isoimunização (Coombs indireto positivo e titulação significativa), o risco de anemia fetal é real. A dopplervelocimetria da artéria cerebral média (ACM) é o método não invasivo de escolha para rastrear e avaliar a gravidade da anemia fetal, indicando a necessidade de intervenções como a transfusão intrauterina.
A isoimunização Rh é uma condição séria na gestação, ocorrendo quando uma gestante Rh negativo é exposta a eritrócitos Rh positivo, geralmente do feto, e desenvolve anticorpos. Esses anticorpos podem atravessar a placenta e destruir os glóbulos vermelhos do feto, levando à doença hemolítica perinatal, que varia de anemia leve a hidropsia fetal e morte. A identificação precoce e o manejo adequado são cruciais para o prognóstico fetal. O diagnóstico da isoimunização é feito pelo Coombs indireto, que detecta anticorpos anti-Rh no soro materno. Uma vez positivo, a titulação é essencial para avaliar o risco. Titulações iguais ou superiores a 1:16 (ou 1:32, dependendo do laboratório e protocolo) são consideradas críticas e indicam a necessidade de monitoramento fetal rigoroso. A dopplervelocimetria da artéria cerebral média (ACM) é o método não invasivo de escolha para rastrear anemia fetal, pois o aumento do pico de velocidade sistólica (PSV-ACM) reflete a tentativa do feto de compensar a baixa oxigenação. A conduta baseia-se na gravidade da anemia fetal. Se o PSV-ACM estiver elevado, pode ser necessária a cordocentese para confirmar a anemia e realizar transfusão intrauterina. O objetivo é manter o feto estável até uma idade gestacional segura para o parto. A prevenção da isoimunização primária com imunoglobulina anti-D é fundamental, mas uma vez estabelecida, o foco é o monitoramento e tratamento da anemia fetal.
Os principais sinais de anemia fetal são detectados por meio do Doppler da artéria cerebral média (ACM), que avalia o pico de velocidade sistólica (PSV-ACM). Um PSV-ACM elevado indica aumento do fluxo sanguíneo cerebral, um mecanismo compensatório para a anemia.
A transfusão intrauterina é indicada quando o Doppler da ACM sugere anemia fetal grave (PSV-ACM ≥ 1,5 MoM) ou quando há sinais de hidropsia fetal. É um procedimento invasivo realizado por cordocentese.
A imunoglobulina anti-D é usada para prevenir a isoimunização em gestantes Rh negativo não sensibilizadas, administrada em situações de risco (ex: sangramento, trauma) e rotineiramente com 28 semanas. Não trata a isoimunização já estabelecida.
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