FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2024
Secundigesta, Rh negativo, na 1ª consulta de pré-natal apresentou teste de Coombs Indireto negativo. O teste foi repetido na 28ª semana de gestação com resultado = 1:32. Assinale a alternativa que contém a conduta adequada para o caso descrito:
Coombs Indireto positivo na gestação → Doppler ACM fetal para avaliar anemia e guiar conduta.
Em gestantes Rh negativo com Coombs Indireto positivo, a avaliação da anemia fetal é crucial. O Doppler da artéria cerebral média (ACM) é o método não invasivo de escolha para estimar o grau de anemia fetal, guiando a necessidade de intervenções como a transfusão intrauterina.
A isoimunização Rh é uma condição grave que ocorre quando uma gestante Rh negativo é exposta a eritrócitos Rh positivo, geralmente em gestações anteriores ou transfusões. Essa exposição leva à produção de anticorpos maternos que podem atravessar a placenta e atacar os glóbulos vermelhos do feto Rh positivo, resultando na doença hemolítica perinatal (DHP). A prevalência diminuiu significativamente com a profilaxia com imunoglobulina anti-Rh, mas ainda é um desafio clínico importante. O diagnóstico inicial é feito pelo tipo sanguíneo e fator Rh materno, seguido pelo teste de Coombs Indireto para detectar anticorpos. Se positivo, a titulação seriada é essencial. O monitoramento da anemia fetal é crucial, e o Doppler da artéria cerebral média (ACM) é o método não invasivo de escolha. Um pico de velocidade sistólica (PVS) elevado na ACM indica anemia fetal, guiando a necessidade de procedimentos invasivos como a cordocentese para confirmar a anemia e realizar transfusões intrauterinas. O tratamento da DHP depende da gravidade da anemia fetal. Em casos leves, o parto pode ser antecipado. Em casos moderados a graves, transfusões intrauterinas são realizadas para corrigir a anemia e prolongar a gestação. A profilaxia com imunoglobulina anti-Rh é fundamental para prevenir a isoimunização em gestantes Rh negativo não sensibilizadas, administrada na 28ª semana e pós-parto.
Indica a presença de anticorpos anti-Rh no soro materno, que podem atravessar a placenta e causar hemólise nos eritrócitos fetais, levando à doença hemolítica perinatal.
A anemia fetal causa diminuição da viscosidade sanguínea e aumento do fluxo cerebral, resultando em um pico de velocidade sistólica (PVS) elevado na ACM, que se correlaciona diretamente com o grau de anemia.
Pode levar à anemia fetal grave, hidropsia fetal, insuficiência cardíaca e, se não tratada, óbito fetal. Após o nascimento, pode causar icterícia grave e kernicterus.
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