INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Paciente primigesta, com 14 semanas de gestação, chega à urgência apresentando sangramento vaginal leve há 1 dia, sem dor abdominal. Apresenta tipo sanguíneo “O” Rh negativo, com coombs indireto negativo, não é possível saber o tipo sanguíneo do genitor. Durante o exame, não é detectado sinal de instabilidade hemodinâmica. Após avaliação inicial, a ultrassonografia transvaginal revela presença de embrião vivo e hematoma subcoriônico. Qual é a conduta mais adequada para essa paciente?
Gestante Rh negativo com sangramento vaginal e Coombs indireto negativo → profilaxia com imunoglobulina anti-D.
Em gestantes Rh negativo com Coombs indireto negativo e sangramento vaginal no primeiro ou segundo trimestre, a profilaxia com imunoglobulina anti-D é essencial para prevenir a isoimunização Rh, mesmo na presença de hematoma subcoriônico, pois o sangramento pode levar à passagem de hemácias fetais para a circulação materna.
A isoimunização Rh é uma condição grave que pode ocorrer em gestantes Rh negativo expostas a hemácias fetais Rh positivo, levando à produção de anticorpos maternos que podem atacar os eritrócitos do feto em gestações subsequentes, causando doença hemolítica perinatal. A profilaxia é fundamental para prevenir essa complicação. A profilaxia com imunoglobulina anti-D é indicada em todas as gestantes Rh negativo com Coombs indireto negativo que apresentem risco de hemorragia feto-materna. Isso inclui sangramentos vaginais de qualquer etiologia (mesmo com hematoma subcoriônico), abortos, gravidez ectópica, trauma abdominal, amniocentese, cordocentese e no pós-parto se o recém-nascido for Rh positivo. A administração da imunoglobulina anti-D deve ser feita o mais rápido possível após o evento de risco, idealmente dentro de 72 horas. A dose padrão é de 300 mcg (1500 UI), que protege contra uma hemorragia de até 30 mL de sangue fetal. O acompanhamento da gestação inclui a repetição do Coombs indireto e, se necessário, o monitoramento fetal para sinais de anemia.
É indicada em gestantes Rh negativo com Coombs indireto negativo em situações de risco para hemorragia feto-materna, como sangramento vaginal, aborto, gravidez ectópica, trauma abdominal, procedimentos invasivos e no pós-parto.
A imunoglobulina anti-D age destruindo as hemácias fetais Rh positivas que entram na circulação materna antes que o sistema imunológico da mãe possa produzir anticorpos anti-Rh, prevenindo assim a isoimunização.
O Coombs indireto detecta anticorpos anti-Rh no soro materno. Um resultado negativo indica que a mãe ainda não está isoimunizada, sendo crucial para decidir a profilaxia com imunoglobulina anti-D.
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