Gestante Rh Negativo: Profilaxia Anti-D em Sangramento Vaginal

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025

Enunciado

Paciente primigesta, com 14 semanas de gestação, chega à urgência apresentando sangramento vaginal leve há 1 dia, sem dor abdominal. Apresenta tipo sanguíneo “O” Rh negativo, com coombs indireto negativo, não é possível saber o tipo sanguíneo do genitor. Durante o exame, não é detectado sinal de instabilidade hemodinâmica. Após avaliação inicial, a ultrassonografia transvaginal revela presença de embrião vivo e hematoma subcoriônico. Qual é a conduta mais adequada para essa paciente?

Alternativas

  1. A) Informar que não há indicação de medidas adicionais.
  2. B) Administrar imunoglobulina anti-D e reavaliar em 7 a 14 dias.
  3. C) Indicar repouso relativo e prescrever progesterona micronizada.
  4. D) Indicar repouso relativo e aguardar 72 horas para administrar imunoglobulina.

Pérola Clínica

Gestante Rh negativo com sangramento vaginal e Coombs indireto negativo → profilaxia com imunoglobulina anti-D.

Resumo-Chave

Em gestantes Rh negativo com Coombs indireto negativo e sangramento vaginal no primeiro ou segundo trimestre, a profilaxia com imunoglobulina anti-D é essencial para prevenir a isoimunização Rh, mesmo na presença de hematoma subcoriônico, pois o sangramento pode levar à passagem de hemácias fetais para a circulação materna.

Contexto Educacional

A isoimunização Rh é uma condição grave que pode ocorrer em gestantes Rh negativo expostas a hemácias fetais Rh positivo, levando à produção de anticorpos maternos que podem atacar os eritrócitos do feto em gestações subsequentes, causando doença hemolítica perinatal. A profilaxia é fundamental para prevenir essa complicação. A profilaxia com imunoglobulina anti-D é indicada em todas as gestantes Rh negativo com Coombs indireto negativo que apresentem risco de hemorragia feto-materna. Isso inclui sangramentos vaginais de qualquer etiologia (mesmo com hematoma subcoriônico), abortos, gravidez ectópica, trauma abdominal, amniocentese, cordocentese e no pós-parto se o recém-nascido for Rh positivo. A administração da imunoglobulina anti-D deve ser feita o mais rápido possível após o evento de risco, idealmente dentro de 72 horas. A dose padrão é de 300 mcg (1500 UI), que protege contra uma hemorragia de até 30 mL de sangue fetal. O acompanhamento da gestação inclui a repetição do Coombs indireto e, se necessário, o monitoramento fetal para sinais de anemia.

Perguntas Frequentes

Quando a imunoglobulina anti-D é indicada em gestantes Rh negativo?

É indicada em gestantes Rh negativo com Coombs indireto negativo em situações de risco para hemorragia feto-materna, como sangramento vaginal, aborto, gravidez ectópica, trauma abdominal, procedimentos invasivos e no pós-parto.

Qual o mecanismo de ação da imunoglobulina anti-D?

A imunoglobulina anti-D age destruindo as hemácias fetais Rh positivas que entram na circulação materna antes que o sistema imunológico da mãe possa produzir anticorpos anti-Rh, prevenindo assim a isoimunização.

O que é o Coombs indireto e qual sua relevância na gestação?

O Coombs indireto detecta anticorpos anti-Rh no soro materno. Um resultado negativo indica que a mãe ainda não está isoimunizada, sendo crucial para decidir a profilaxia com imunoglobulina anti-D.

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