SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2024
Paciente 19 anos, primigesta e na 32º semana. Classificação sanguínea materna AB Rh negativo, classificação sanguínea paterna A Rh positivo e coombs indireto positivo. Assinale a alternativa que NÃO justifica essa possibilidade clínico-epidemiológica.
Coombs indireto + em gestante Rh- com feto Rh+ indica sensibilização materna, exceto por fatores não relacionados ao Rh fetal.
O Coombs indireto positivo em uma gestante Rh negativo indica que ela já foi sensibilizada e produziu anticorpos anti-Rh. Essa sensibilização pode ocorrer por eventos prévios como transfusões, abortos, gestações anteriores ou, em primigestas, por falha na profilaxia ou eventos como sangramentos. A classificação sanguínea da avó materna não tem relação direta com a sensibilização da gestante.
A isoimunização Rh é uma condição imunológica que ocorre quando uma gestante Rh negativo é exposta a eritrócitos Rh positivo, geralmente do feto, e desenvolve anticorpos anti-Rh. Essa condição é de grande importância clínica, pois os anticorpos maternos podem atravessar a placenta e destruir os glóbulos vermelhos do feto Rh positivo, causando a Doença Hemolítica Perinatal (DHP), que pode variar de anemia leve a hidropsia fetal e óbito. A profilaxia com imunoglobulina anti-D é fundamental para prevenir a sensibilização. A fisiopatologia envolve a passagem de células fetais Rh positivas para a circulação materna, geralmente durante o parto, aborto, procedimentos invasivos (amniocentese, biópsia de vilo corial), sangramentos no primeiro ou segundo trimestre, ou transfusões sanguíneas incompatíveis. O sistema imune materno reconhece o antígeno Rh como estranho e produz anticorpos. O Coombs indireto positivo na gestante indica a presença desses anticorpos. O manejo da isoimunização Rh inclui a identificação de gestantes Rh negativo e a profilaxia com imunoglobulina anti-D na 28ª semana de gestação e após o parto (se o recém-nascido for Rh positivo), além de após qualquer evento de risco. Em casos de sensibilização já estabelecida (Coombs indireto positivo), o acompanhamento fetal é intensificado, com ultrassonografias seriadas para avaliar sinais de anemia fetal e, se necessário, intervenções como transfusões intrauterinas.
Significa que a gestante Rh negativo já produziu anticorpos anti-Rh, indicando sensibilização. Isso pode levar à doença hemolítica perinatal se o feto for Rh positivo.
Em primigestas, a sensibilização pode ocorrer por transfusões sanguíneas prévias incompatíveis, abortos anteriores não profilatizados, gestação ectópica, ou, mais raramente, por sangramentos transplacentários significativos.
A imunoglobulina anti-D atua destruindo os eritrócitos fetais Rh positivos que eventualmente entram na circulação materna antes que o sistema imune da mãe possa reconhecê-los e produzir anticorpos.
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