FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2026
Tercigesta, 24 anos, realiza suas consultas de pré-natal em ambulatório de alto risco, devido doença hemolítica perinatal na segunda gestação. Apresenta tipagem sanguínea Rh negativo e o esposo Rh positivo. Para a avaliação do grau de anemia fetal, qual exame deve ser solicitado:
Avaliação de anemia fetal em gestante sensibilizada → Doppler de Artéria Cerebral Média (PVS > 1,5 MoM).
O Doppler da ACM substituiu métodos invasivos na predição de anemia fetal, utilizando a velocidade do fluxo sanguíneo como marcador indireto da viscosidade e oxigenação.
A isoimunização Rh ocorre pela passagem de hemácias fetais Rh+ para a circulação de uma mãe Rh-, gerando anticorpos IgG. Em gestações subsequentes, esses anticorpos causam hemólise fetal. O Doppler da ACM baseia-se no fato de que o feto anêmico aumenta o débito cardíaco e reduz a viscosidade sanguínea, elevando a velocidade de fluxo para preservar a oxigenação cerebral.
O Pico de Velocidade Sistólica (PVS) acima de 1,5 múltiplos da mediana (MoM) para a idade gestacional é o ponto de corte para anemia fetal moderada a grave.
Geralmente é iniciado a partir de 18 a 20 semanas de gestação em pacientes com títulos de Coombs indireto críticos (geralmente ≥ 1:16).
A conduta padrão é a realização de cordocentese para confirmação hematócrita e, se necessário, transfusão intrauterina imediata.
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