UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2026
Durante estágio em maternidade de alto risco, um interno de medicina avaliou puérpera com grupo sanguíneo Rh negativo e recém-nascido Rh positivo, que recebeu imunoglobulina humana anti-Rh (D) no primeiro dia pós-parto. Ao ser questionado sobre os indicadores da ação efetiva da imunoglobulina na prevenção da isoimunização, utilizando o teste de Coombs indireto e Kleihauer, respondeu corretamente que os resultados dos testes são, respectivamente:
Anti-D eficaz → Coombs Indireto (+) por anticorpos passivos e Kleihauer (-) por clareamento de hemácias fetais.
O Coombs indireto positivo após a imunoglobulina reflete a presença circulante do anticorpo administrado (passivo), enquanto o Kleihauer negativo indica que as hemácias fetais foram neutralizadas com sucesso.
A profilaxia da isoimunização Rh é uma das intervenções mais eficazes na obstetrícia moderna. A administração da imunoglobulina anti-D visa destruir as hemácias fetais Rh positivo que entraram na circulação materna antes que o sistema imune da mãe as reconheça e inicie a produção de anticorpos próprios (imunização ativa). O sucesso da intervenção é monitorado laboratorialmente: o Coombs Indireto torna-se transitoriamente positivo devido aos anticorpos exógenos injetados, e o teste de Kleihauer deve ser negativo, confirmando que não há mais antígenos fetais circulantes capazes de estimular a resposta imune materna.
A imunoglobulina anti-D consiste em anticorpos IgG anti-Rh(D). Quando administrada, esses anticorpos circulam no soro materno e são detectados pelo teste de Coombs indireto, caracterizando uma imunização passiva e temporária.
Ele quantifica a presença de hemácias fetais na circulação materna através da resistência da hemoglobina fetal ao ácido. Um teste negativo após a profilaxia indica que as hemácias Rh+ foram removidas da circulação.
É indicada para gestantes Rh negativo não sensibilizadas (Coombs indireto negativo) em situações de risco (sangramentos, traumas), rotineiramente às 28 semanas e em até 72 horas após o parto de um recém-nascido Rh positivo.
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