UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2023
Durante consulta pré-natal de uma gestante, observa-se a seguinte tipagem materna: A, RH negativo, DU negativo; e a seguinte paterna: O, Rh positivo. Foi realizado o teste de Coombs indireto, cujo resultado deu negativo. Nesse caso, o médico deve
Gestante Rh- com parceiro Rh+ e Coombs indireto negativo → imunoglobulina anti-D na 28ª semana e pós-parto se RN Rh+.
Em gestante Rh negativo com parceiro Rh positivo e Coombs indireto negativo (sem isoimunização), a profilaxia com imunoglobulina anti-D é essencial na 28ª semana de gestação e novamente no pós-parto, se o recém-nascido for Rh positivo, para prevenir a doença hemolítica do recém-nascido em futuras gestações.
A isoimunização Rh é uma condição que pode ocorrer quando uma gestante Rh negativo é exposta a eritrócitos fetais Rh positivo, levando à produção de anticorpos maternos que podem atravessar a placenta e causar doença hemolítica no feto (Doença Hemolítica Perinatal, DHPN) em gestações subsequentes. A profilaxia é crucial para prevenir essa complicação. No caso de uma gestante Rh negativo com parceiro Rh positivo, há risco de o feto ser Rh positivo. Se o teste de Coombs indireto materno for negativo, significa que a mãe ainda não foi sensibilizada. A conduta padrão é a administração de imunoglobulina anti-D profilática. A imunoglobulina anti-D é administrada rotineiramente na 28ª semana de gestação para cobrir possíveis microtransfusões feto-maternas assintomáticas. Uma segunda dose é administrada no pós-parto, dentro de 72 horas, se o recém-nascido for Rh positivo, para prevenir a sensibilização materna devido à exposição aos eritrócitos fetais durante o parto. Essa estratégia reduz drasticamente a incidência de DHPN.
A imunoglobulina anti-D tem como objetivo destruir os eritrócitos fetais Rh positivos que possam ter entrado na circulação materna, prevenindo a sensibilização da mãe e a produção de anticorpos anti-Rh.
A imunoglobulina anti-D é administrada rotineiramente na 28ª semana de gestação em gestantes Rh negativo não sensibilizadas, e novamente dentro de 72 horas após o parto, se o recém-nascido for Rh positivo.
Um Coombs indireto negativo indica que a gestante Rh negativo ainda não foi sensibilizada e não possui anticorpos anti-Rh circulantes, sendo candidata à profilaxia para prevenir a isoimunização.
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