FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2015
Como avaliar inicialmente, com menor risco, o comprometimento fetal em grávida Rh negativo com teste de Coombs positivo com titulagem ≥ 16 e mais de 20 semanas?
Isoimunização Rh com Coombs ≥ 16 e > 20 sem → Doppler ACM para avaliar anemia fetal.
A Dopplerfluxometria da artéria cerebral média (ACM) é o método não invasivo de escolha para detectar anemia fetal em casos de isoimunização Rh, pois o aumento da velocidade de pico sistólico na ACM correlaciona-se bem com a gravidade da anemia.
A isoimunização Rh é uma condição em que uma gestante Rh negativo desenvolve anticorpos contra eritrócitos fetais Rh positivo, resultando em doença hemolítica perinatal (DHPN). A DHPN pode variar de anemia leve a hidropsia fetal grave e morte. A avaliação do risco fetal é crucial, especialmente em gestantes com teste de Coombs indireto positivo e titulagem ≥ 1:16 (ou 1:32, dependendo do protocolo). Antigamente, a espectrofotometria do líquido amniótico era o padrão-ouro para avaliar a gravidade da anemia fetal, mas é um procedimento invasivo com riscos. Atualmente, a Dopplerfluxometria da artéria cerebral média (ACM) é o método não invasivo de escolha para rastrear e monitorar a anemia fetal. O aumento da velocidade de pico sistólico na ACM é um indicador altamente sensível de anemia fetal, pois o feto anêmico aumenta o fluxo sanguíneo cerebral para compensar a hipóxia. A partir de 20 semanas de gestação, a Dopplerfluxometria da ACM deve ser realizada semanalmente ou quinzenalmente em casos de alto risco. Se a velocidade de pico sistólico na ACM estiver elevada (geralmente > 1,5 MoM), indica anemia fetal significativa e pode ser necessária a realização de cordocentese para confirmação e, se indicado, transfusão intrauterina. O objetivo é intervir antes do desenvolvimento de hidropsia fetal e otimizar o prognóstico perinatal.
A titulagem do Coombs indireto indica a quantidade de anticorpos anti-Rh no sangue materno. Títulos ≥ 1:16 (ou 1:32, dependendo do laboratório) são considerados críticos e indicam alto risco de doença hemolítica fetal, necessitando de investigação adicional.
A Dopplerfluxometria da ACM é um método não invasivo e altamente sensível para detectar anemia fetal. Em fetos anêmicos, a viscosidade sanguínea diminui, resultando em aumento do fluxo e da velocidade de pico sistólico na ACM, que pode ser medido.
Se o Doppler da ACM indicar anemia fetal significativa, os próximos passos podem incluir a cordocentese para confirmação da anemia e, se necessário, transfusão intrauterina para corrigir a anemia e prolongar a gestação.
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