HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2019
Gestante de 30 anos, gesta III, para I, aborto I, com idade gestacional de 27 semanas, acompanhada no pré-natal por isoimunização Rh, apresenta, ao exame obstétrico, altura uterina de 33 cm e resultado de ultrassonografia mostrando ascite e derrame pericárdio fetais. Outra alteração encontrada como parte do quadro descrito é
Hidropsia fetal por isoimunização Rh = ascite, derrame pericárdico, edema subcutâneo.
A hidropsia fetal, complicação grave da isoimunização Rh, é caracterizada pelo acúmulo anormal de líquido em pelo menos duas cavidades corporais fetais (ascite, derrame pleural, derrame pericárdico) ou edema subcutâneo generalizado. O edema subcutâneo é uma manifestação clássica e esperada nesse quadro.
A isoimunização Rh é uma condição grave que pode levar à doença hemolítica do recém-nascido (DHRN), com sua forma mais severa sendo a hidropsia fetal. Esta ocorre quando a anemia fetal é tão intensa que o feto desenvolve insuficiência cardíaca de alto débito, hipoproteinemia e aumento da permeabilidade capilar, resultando em acúmulo generalizado de líquido. A hidropsia fetal é diagnosticada pela ultrassonografia, que revela a presença de líquido em pelo menos duas cavidades fetais, como ascite (líquido na cavidade abdominal), derrame pleural (líquido nos pulmões) e derrame pericárdico (líquido ao redor do coração). Além desses achados, o edema subcutâneo generalizado é uma característica marcante e esperada do quadro. O manejo da isoimunização Rh e da hidropsia fetal é complexo e envolve monitoramento rigoroso da gestação, incluindo ultrassonografias seriadas e Doppler da artéria cerebral média para avaliar o grau de anemia fetal. Em casos graves, a transfusão intrauterina de sangue é a principal intervenção terapêutica para corrigir a anemia e reverter a hidropsia, melhorando o prognóstico fetal.
Hidropsia fetal é o acúmulo anormal de líquido em pelo menos duas cavidades fetais (ascite, derrame pleural, derrame pericárdico) ou edema subcutâneo generalizado. As principais causas incluem isoimunização Rh, infecções congênitas, anomalias cromossômicas e cardíacas.
Na isoimunização Rh, anticorpos maternos atravessam a placenta e destroem os glóbulos vermelhos fetais, causando anemia hemolítica grave. Essa anemia leva à insuficiência cardíaca de alto débito, hipoproteinemia e aumento da permeabilidade capilar, resultando no acúmulo de líquido.
O Doppler da artéria cerebral média (ACM) é crucial para monitorar a anemia fetal. O aumento da velocidade sistólica máxima (PSV-ACM) indica anemia fetal, guiando a decisão de realizar cordocentese para transfusão intrauterina.
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