INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2017
Uma secundigesta com 35 anos de idade, parto vaginal há 2 anos, sem intercorrências, é atendida em sua primeira consulta pré-natal na 12a semana de gestação. Apresenta classificação sanguínea “O” Rh negativo e a tipagem do marido é “B” Rh positivo. A paciente não lembra se fez uso de imunoglobulina anti-Rh no parto anterior. Nesse caso, a conduta correta é:
Coombs indireto mensal até 28s → Se negativo, administrar Imunoglobulina anti-D profilática.
Gestantes Rh negativo com parceiro Rh positivo devem ser monitoradas mensalmente com Coombs indireto; a profilaxia com Ig anti-D é indicada na 28ª semana se não houver sensibilização prévia.
A isoimunização Rh ocorre quando uma mãe Rh negativa é exposta a eritrócitos Rh positivos do feto, gerando anticorpos IgG que podem atravessar a placenta em gestações subsequentes. O manejo moderno foca na prevenção primária. O protocolo padrão envolve a vigilância sorológica rigorosa. A administração da imunoglobulina anti-D age neutralizando as hemácias fetais na circulação materna antes que o sistema imune da mãe as reconheça. Além da 28ª semana, a Ig deve ser administrada em situações de risco como abortamento, gravidez ectópica, procedimentos invasivos (amniocentese) ou trauma abdominal.
Em gestantes Rh negativo com parceiro Rh positivo (ou desconhecido), o Coombs indireto deve ser solicitado na primeira consulta. Se negativo, deve ser repetido mensalmente a partir da 20ª semana para detectar sensibilização precoce.
A administração profilática de 300 mcg de imunoglobulina anti-D é indicada para todas as gestantes Rh negativo não sensibilizadas (Coombs indireto negativo) entre a 28ª e 30ª semana de gestação, visando reduzir o risco de sensibilização por hemorragias feto-maternas silenciosas no terceiro trimestre.
Se o Coombs indireto for positivo (geralmente títulos ≥ 1:16), a paciente é considerada sensibilizada. A conduta muda para o rastreio de anemia fetal (Doença Hemolítica Perinatal), utilizando Doppler de artéria cerebral média, e a imunoglobulina não deve ser administrada.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo