CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2021
Com relação à irrigação das pálpebras, a artéria:
Artéria temporal superficial = Ramo terminal da carótida externa (junto com a maxilar).
A irrigação palpebral é garantida por uma rica rede anastomótica entre os sistemas das carótidas interna (via oftálmica) e externa (via facial e temporal superficial).
A vascularização das pálpebras é um exemplo clássico de redundância anatômica. O suprimento provém de dois sistemas principais. O sistema da carótida interna contribui através da artéria oftálmica, que emite as artérias supraorbital, supratroclear, lacrimal e palpebrais mediais. O sistema da carótida externa contribui via artéria facial (angular), artéria temporal superficial e artéria infraorbitária (ramo da maxilar). Clinicamente, esse conhecimento é essencial para a realização de retalhos palpebrais e cirurgias reconstrutivas. A preservação dos arcos vasculares, localizados entre o tarso e o músculo orbicular, garante a viabilidade dos tecidos. Além disso, a artéria temporal superficial é um ponto de referência importante em biópsias para investigação de arterite de células gigantes.
A artéria carótida externa termina na altura do colo da mandíbula, dividindo-se em dois ramos terminais: a artéria temporal superficial e a artéria maxilar. A artéria temporal superficial sobe anteriormente à orelha e supre parte da fronte e das pálpebras (através de seus ramos zigomático-orbital e frontal). A artéria maxilar dá origem à artéria infraorbitária, que também contribui para a vascularização da pálpebra inferior.
Os arcos marginais e periféricos das pálpebras são formados por anastomoses entre as artérias palpebrais mediais (ramos da artéria oftálmica, que vem da carótida interna) e as artérias palpebrais laterais (ramos da artéria lacrimal, também da oftálmica, com contribuições da artéria temporal superficial). Essa rede colateral exuberante explica por que as pálpebras cicatrizam tão bem e raramente sofrem isquemia após traumas ou cirurgias.
A artéria facial é um ramo anterior da artéria carótida externa. Ela ascende pela face e termina como artéria angular no canto medial do olho. A artéria angular anastomosa-se com a artéria dorsal do nariz (ramo da oftálmica), criando uma comunicação vital entre os sistemas da carótida externa e interna na região do canto medial.
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