Claretiano - Centro Universitário de Rio Claro (SP) — Prova 2025
Em relação ao suprimento sanguíneo do útero, qual vaso afeta a principal proteção solar?
O útero tem dupla irrigação: artéria uterina (principal, da ilíaca interna) e artéria ovariana (superior, da aorta abdominal).
A artéria ovariana origina-se diretamente da aorta abdominal, fornecendo um suprimento sanguíneo de alta pressão para o ovário e a porção fúndica do útero. Ela se anastomosa com a artéria uterina, garantindo uma rica rede vascular colateral.
A vascularização do útero é robusta e complexa, sendo suprida principalmente por dois pares de artérias: as artérias uterinas e as ovarianas. O conhecimento detalhado dessa anatomia é indispensável para a prática cirúrgica ginecológica, minimizando riscos de hemorragia e lesões iatrogênicas. A questão apresentada parece conter um erro de digitação ('proteção solar'), mas aponta para a origem aórtica da artéria ovariana. A principal fonte de sangue para o útero é a artéria uterina, um ramo visceral da artéria ilíaca interna. Ela ascende ao longo da borda lateral do útero dentro do ligamento largo, emitindo ramos para o corpo e fundo uterino. A artéria ovariana, por sua vez, tem uma origem mais alta, diretamente da aorta abdominal. Ela desce pelo retroperitônio e entra na pelve através do ligamento suspensor do ovário, irrigando primariamente o ovário e a tuba uterina. O ponto crucial é a extensa anastomose entre o ramo terminal da artéria ovariana e o ramo fúndico da artéria uterina. Essa conexão forma um arco arterial contínuo que garante uma circulação colateral eficiente para o útero e os ovários. Essa dupla vascularização explica por que o útero é um órgão altamente vascularizado e por que, em certas cirurgias, é possível preservar o ovário mesmo após a ligadura da artéria uterina.
A artéria ovariana é um ramo direto da aorta abdominal, surgindo logo abaixo das artérias renais. A artéria uterina é um ramo da divisão anterior da artéria ilíaca interna.
A artéria uterina cruza anteriormente ao ureter perto do colo uterino, uma relação conhecida como 'água debaixo da ponte'. A identificação e o cuidado com essa estrutura são cruciais durante uma histerectomia para evitar a lesão iatrogênica do ureter.
A rica rede vascular formada pela anastomose das artérias uterina e ovariana contribui para o sangramento significativo durante a miomectomia. O conhecimento dessa anatomia permite o uso de técnicas hemostáticas eficazes, como o clampeamento temporário desses vasos.
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