Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2022
Adolescente de 13 anos de idade procura o médico com queixa de ciclos menstruais irregulares, com intervalo entre 25 e 60 dias, desde a primeira vez que menstruou, há 1 ano. A duração do fluxo é de 3 dias, em pequena quantidade, e não tem cólicas. Não iniciou atividade sexual. Seu IMC é de 23kg/m². Está indicado:
Irregularidade menstrual > 1 ano pós-menarca em adolescente → investigar SOP.
Ciclos irregulares são comuns no primeiro ano pós-menarca devido à imaturidade do eixo hipotálamo-hipófise-ovariano. No entanto, se persistirem por mais de um ano, especialmente com oligomenorreia, deve-se investigar causas como a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP).
A irregularidade menstrual é uma queixa comum na adolescência, especialmente nos primeiros anos após a menarca. É crucial diferenciar a disfunção ovulatória fisiológica, decorrente da imaturidade do eixo hipotálamo-hipófise-ovariano, de condições patológicas como a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), que pode ter implicações a longo prazo na saúde reprodutiva e metabólica. A SOP é uma endocrinopatia complexa que afeta mulheres em idade reprodutiva, caracterizada por hiperandrogenismo, disfunção ovulatória e ovários policísticos à ultrassonografia. Em adolescentes, o diagnóstico pode ser desafiador, pois muitos critérios diagnósticos para adultos podem ser fisiológicos nessa faixa etária. A persistência da irregularidade menstrual (oligomenorreia ou amenorreia) por mais de um ano após a menarca é um sinal de alerta. A investigação inclui a exclusão de outras causas de irregularidade menstrual e a avaliação de critérios como hiperandrogenismo clínico ou laboratorial, e a morfologia ovariana por ultrassonografia. O manejo visa controlar os sintomas e prevenir complicações metabólicas e reprodutivas futuras, sendo fundamental para residentes de ginecologia e pediatria.
A causa mais comum é a imaturidade do eixo hipotálamo-hipófise-ovariano, resultando em ciclos anovulatórios fisiológicos.
Deve ser investigada se persistir por mais de um ano após a menarca, se houver oligomenorreia grave, ou se acompanhada de sinais de hiperandrogenismo.
A ultrassonografia pélvica para avaliar morfologia ovariana e dosagens hormonais (FSH, LH, testosterona, prolactina) são indicadas para o diagnóstico diferencial.
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