Diagnóstico de Íris em Plateau: O Papel da UBM

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2019

Enunciado

Qual dos exames abaixo é mais eficaz no diagnóstico de íris em plateau por permitir identificar estruturas posteriores à íris?

Alternativas

  1. A) Biometria ultrassônica.
  2. B) Gonioscopia.
  3. C) Ultrassonografia modo A.
  4. D) Biomicroscopia ultra sônica.

Pérola Clínica

UBM = Padrão-ouro para íris em plateau por visualizar processos ciliares anteriorizados.

Resumo-Chave

A íris em plateau é causada por processos ciliares posicionados anteriormente que sustentam a íris periférica contra o ângulo. A UBM é o único exame que visualiza essas estruturas retro-iridianas.

Contexto Educacional

A configuração de íris em plateau é uma causa importante de glaucoma de ângulo fechado, especialmente em pacientes mais jovens e hipermétropes. Sua fisiopatologia difere do bloqueio pupilar clássico: aqui, o corpo ciliar é posicionado anteriorizado, empurrando a raiz da íris contra a malha trabecular. O diagnóstico definitivo exige a visualização da anatomia retro-iridiana. A UBM (Biomicroscopia Ultrassônica) utiliza transdutores de alta frequência (35-50 MHz) para gerar imagens de alta resolução do segmento anterior, permitindo identificar o sulco ciliar ausente e o suporte direto da íris pelo corpo ciliar, critérios essenciais para o diagnóstico de plateau.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza a íris em plateau na gonioscopia?

Na gonioscopia, a íris em plateau apresenta-se com uma câmara anterior central de profundidade normal, mas com um ângulo estreito ou fechado devido a uma 'dobra' abrupta da íris periférica. O sinal do 'duplo arco' ou 'sinal do degrau' pode ser observado durante a gonioscopia de indentação, sugerindo a configuração, mas não confirmando a posição dos processos ciliares.

Qual a vantagem da UBM sobre o OCT de segmento anterior?

A Biomicroscopia Ultrassônica (UBM) utiliza ondas de ultrassom que conseguem penetrar o pigmento da íris, permitindo a visualização direta do corpo ciliar e dos processos ciliares. O OCT de segmento anterior, por ser baseado em luz, não consegue 'enxergar' atrás do epitélio pigmentar da íris, sendo incapaz de confirmar a anteriorização dos processos ciliares típica do plateau.

Como é o tratamento da síndrome da íris em plateau?

Diferente do bloqueio pupilar puro, a síndrome da íris em plateau não é totalmente resolvida com iridotomia. O tratamento definitivo muitas vezes requer iridoplastia periférica a laser (ALPI) para 'puxar' a íris para longe do ângulo, ou o uso crônico de mióticos para manter a íris esticada e o ângulo aberto.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo