CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2019
Qual dos exames abaixo é mais eficaz no diagnóstico de íris em plateau por permitir identificar estruturas posteriores à íris?
UBM = Padrão-ouro para íris em plateau por visualizar processos ciliares anteriorizados.
A íris em plateau é causada por processos ciliares posicionados anteriormente que sustentam a íris periférica contra o ângulo. A UBM é o único exame que visualiza essas estruturas retro-iridianas.
A configuração de íris em plateau é uma causa importante de glaucoma de ângulo fechado, especialmente em pacientes mais jovens e hipermétropes. Sua fisiopatologia difere do bloqueio pupilar clássico: aqui, o corpo ciliar é posicionado anteriorizado, empurrando a raiz da íris contra a malha trabecular. O diagnóstico definitivo exige a visualização da anatomia retro-iridiana. A UBM (Biomicroscopia Ultrassônica) utiliza transdutores de alta frequência (35-50 MHz) para gerar imagens de alta resolução do segmento anterior, permitindo identificar o sulco ciliar ausente e o suporte direto da íris pelo corpo ciliar, critérios essenciais para o diagnóstico de plateau.
Na gonioscopia, a íris em plateau apresenta-se com uma câmara anterior central de profundidade normal, mas com um ângulo estreito ou fechado devido a uma 'dobra' abrupta da íris periférica. O sinal do 'duplo arco' ou 'sinal do degrau' pode ser observado durante a gonioscopia de indentação, sugerindo a configuração, mas não confirmando a posição dos processos ciliares.
A Biomicroscopia Ultrassônica (UBM) utiliza ondas de ultrassom que conseguem penetrar o pigmento da íris, permitindo a visualização direta do corpo ciliar e dos processos ciliares. O OCT de segmento anterior, por ser baseado em luz, não consegue 'enxergar' atrás do epitélio pigmentar da íris, sendo incapaz de confirmar a anteriorização dos processos ciliares típica do plateau.
Diferente do bloqueio pupilar puro, a síndrome da íris em plateau não é totalmente resolvida com iridotomia. O tratamento definitivo muitas vezes requer iridoplastia periférica a laser (ALPI) para 'puxar' a íris para longe do ângulo, ou o uso crônico de mióticos para manter a íris esticada e o ângulo aberto.
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