Íris em Plateau: Diagnóstico por UBM e Conduta

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2013

Enunciado

Paciente do sexo feminino, 34 anos de idade, hipermetrope de + 1,00D, apresenta ao exame gonioscópico ângulo oclusível (porém sem sinéquias), a despeito de iridotomia pérvia em ambos os olhos. Resultado do exame de UBM segue abaixo. Qual o provável mecanismo responsável pelo quadro de fechamento angular?

Alternativas

  1. A) Íris em plateau
  2. B) Cisto de corpo ciliar
  3. C) Bloqueio pupilar relativo
  4. D) Componente facomórfico

Pérola Clínica

Ângulo fechado pós-iridotomia patente + Câmara anterior central profunda = Íris em Plateau.

Resumo-Chave

A síndrome da íris em plateau ocorre devido ao posicionamento anterior dos processos ciliares, mantendo o ângulo fechado mesmo após a resolução do bloqueio pupilar.

Contexto Educacional

O fechamento angular primário pode ocorrer por diversos mecanismos, sendo o bloqueio pupilar o mais comum. No entanto, a íris em plateau representa uma causa anatômica importante onde a configuração do corpo ciliar é a protagonista. Pacientes com íris em plateau são frequentemente mais jovens e menos hipermetropes do que aqueles com bloqueio pupilar clássico. O reconhecimento desta condição é vital, pois a dilatação pupilar (midríase) nestes pacientes pode desencadear uma crise de glaucoma agudo mesmo na presença de uma iridotomia funcional, devido ao amontoamento da íris na periferia do ângulo.

Perguntas Frequentes

O que define a configuração de íris em plateau?

A configuração de íris em plateau é caracterizada por uma câmara anterior central de profundidade normal, mas com um fechamento angular periférico. Isso ocorre porque os processos ciliares estão posicionados muito anteriormente ou são muito grandes, 'escorando' a periferia da íris contra a malha trabecular. Na gonioscopia, observa-se o sinal do 'degrau' ou 'dupla corcova' durante a indentação.

Qual a utilidade da UBM neste diagnóstico?

A Biomicroscopia Ultrassônica (UBM) é o padrão-ouro para o diagnóstico, pois permite visualizar as estruturas atrás da íris, o que não é possível com a lâmpada de fenda ou o OCT de segmento anterior convencional. A UBM demonstra os processos ciliares anteriores, a ausência de sulco ciliar e a inserção anterior da íris, confirmando o mecanismo mecânico do fechamento angular.

Como tratar a síndrome da íris em plateau?

O tratamento inicial de qualquer ângulo fechado é a iridotomia periférica a laser para eliminar o componente de bloqueio pupilar. Se o ângulo permanecer oclusível após a iridotomia (caracterizando a Síndrome da Íris em Plateau), a conduta pode incluir o uso crônico de mióticos (pilocarpina) para esticar a íris e retirá-la do ângulo, ou a iridoplastia periférica a laser (ALPI) para retrair a base da íris.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo