CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2013
Sobre a iridosquise é correto afirmar:
Iridosquise = Separação do estroma da íris em idosos; associada a glaucoma de ângulo fechado.
Condição degenerativa rara e geralmente bilateral onde o estroma anterior da íris se separa do posterior, ocorrendo tipicamente em pacientes acima de 60 anos.
A iridosquise é uma patologia ocular rara de etiologia ainda não totalmente esclarecida, mas fortemente ligada a processos degenerativos relacionados à idade. Diferente de outras atrofias de íris, ela não apresenta inflamação ocular prévia ou trauma como causa necessária. O diagnóstico é feito pela biomicroscopia na lâmpada de fenda, onde se observa a desintegração do estroma iriano, mais comum nos setores inferiores. O manejo foca na detecção e tratamento do glaucoma associado. A iridotomia periférica a laser pode ser indicada se houver evidência de fechamento angular ou bloqueio pupilar.
A iridosquise é caracterizada pela separação (clivagem) entre as camadas anterior e posterior do estroma da íris. As fibras estromais anteriores se soltam e flutuam na câmara anterior, assemelhando-se a fios de seda ou 'franjas', enquanto o epitélio pigmentar posterior permanece intacto.
É uma condição tipicamente senil, afetando preferencialmente indivíduos idosos, geralmente na sexta ou sétima década de vida. Não há uma predileção clara por sexo, e a condição costuma ser bilateral, embora possa ser assimétrica.
Cerca de 50% a 75% dos pacientes com iridosquise desenvolvem glaucoma, mais comumente o glaucoma de ângulo fechado. Acredita-se que a atrofia e o relaxamento do estroma iriano contribuam para o fechamento do ângulo, exigindo monitoramento rigoroso da pressão intraocular.
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