CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2014
A iridoplastia a laser pode ser realizada com:
Iridoplastia periférica → Laser verde (Argônio) + Lente de Goldmann para contrair a periferia da íris.
A iridoplastia periférica a laser (ALPI) utiliza disparos de laser de baixa energia e grande spot na periferia da íris para causar contração do estroma, afastando a íris do trabeculado e abrindo o ângulo camerular.
A Iridoplastia Periférica a Laser (ALPI) é uma ferramenta terapêutica importante no manejo do glaucoma de ângulo fechado. Diferente da iridotomia, que equaliza as pressões entre as câmaras anterior e posterior, a iridoplastia atua mecanicamente 'puxando' a íris para longe do ângulo. A técnica envolve o uso de laser de argônio ou de estado sólido (verde), com spots de 200 a 500 micra e tempo de exposição longo. É o tratamento de escolha para a configuração de íris em platô, onde a posição anteriorizada dos processos ciliares sustenta a íris contra o trabeculado.
É indicada principalmente na Síndrome da Íris em Platô, onde o ângulo permanece fechado após iridotomia, e em casos de bloqueio pupilar agudo que não cede com medicação para facilitar a visualização do ângulo.
O laser verde é absorvido pelo pigmento da íris, gerando calor e retração tecidual (fotocoagulação), ao contrário do Nd:YAG que causa fotodisrupção (corte), sendo ideal para remodelar o estroma.
A lente de Goldmann permite a visualização da periferia extrema da íris e foca o feixe de laser com precisão, garantindo que os disparos ocorram na base da íris para maximizar a abertura do ângulo.
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