CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2013
Ao exame, a paciente da questão anterior apresentou pressão intraocular de 27 mmHg em ambos os olhos, com disco óptico e campo visual normais. Foi então submetida a tratamento a laser. Frente ao quadro clínico e às imagens de OCT do segmento anterior pré e pós-laser abaixo, qual foi o tratamento realizado?
Íris em platô + ângulo fechado pós-iridotomia → Iridoplastia periférica.
A iridoplastia periférica a laser de argônio é o tratamento de escolha para a síndrome da íris em platô, agindo na retração do estroma periférico para abrir o ângulo iridocorneano.
A Síndrome da Íris em Platô é uma causa importante de glaucoma de ângulo fechado persistente. O diagnóstico definitivo é feito pela biomicroscopia ultrassônica (UBM) ou OCT de segmento anterior, demonstrando a ausência de sulco ciliar e o posicionamento anterior dos processos ciliares. A iridoplastia periférica (ALPI) utiliza parâmetros de laser de baixa potência, longa duração e spot grande para induzir a contração tecidual sem perfurar a íris. É um procedimento seguro e eficaz para evitar crises agudas de glaucoma em olhos com esta configuração anatômica específica.
É uma condição anatômica onde os processos ciliares estão posicionados anteriormente, empurrando a periferia da íris contra o trabeculado. Diferencia-se do bloqueio pupilar porque o ângulo permanece estreito ou fechado mesmo após uma iridotomia patente.
O laser de argônio cria queimaduras térmicas na periferia extrema da íris. Isso causa a contração do estroma iriano, 'puxando' a íris para longe do ângulo e aumentando a profundidade da câmara anterior naquela região, facilitando a drenagem do humor aquoso.
O OCT de segmento anterior permite a visualização não invasiva da anatomia do ângulo. Ele confirma a configuração em 'platô' (íris plana centralmente com queda abrupta na periferia) e documenta a abertura do ângulo após o procedimento de iridoplastia.
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