Hipotonia Ocular na Iridociclite: Fisiopatologia

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2017

Enunciado

Qual das alterações abaixo, mais frequentemente, causa hipotonia ocular?

Alternativas

  1. A) Cisto de Tenon.
  2. B) Iridodiálise.
  3. C) Iridociclite.
  4. D) Recessão angular.

Pérola Clínica

Iridociclite (uveíte anterior) → ↓ produção de humor aquoso pelo corpo ciliar → hipotonia ocular.

Resumo-Chave

A inflamação do corpo ciliar na iridociclite reduz a secreção ativa de humor aquoso, resultando em queda da pressão intraocular (PIO).

Contexto Educacional

A manutenção da pressão intraocular é um equilíbrio dinâmico entre a produção de humor aquoso pelo corpo ciliar e sua drenagem pelas vias trabecular e uveoescleral. A iridociclite rompe esse equilíbrio ao atacar a 'fábrica' do humor aquoso. Embora a hipotonia seja comum na fase aguda da uveíte, o médico deve estar atento ao risco de glaucoma secundário a longo prazo, que pode ocorrer devido à formação de sinéquias anteriores, bloqueio pupilar ou dano inflamatório crônico ao trabeculado. O tratamento da hipotonia na uveíte foca no controle da inflamação com corticosteroides tópicos e cicloplégicos.

Perguntas Frequentes

O que define a hipotonia ocular clinicamente?

A hipotonia ocular é geralmente definida como uma pressão intraocular (PIO) menor ou igual a 5 ou 6 mmHg. Clinicamente, pode levar a alterações estruturais como edema de papila, dobras de coroide e maculopatia hipotônica, que podem comprometer permanentemente a visão se não revertidas.

Como a iridociclite causa a queda da pressão?

Na iridociclite (inflamação da íris e do corpo ciliar), as citocinas inflamatórias e o próprio processo de agressão ao epitélio ciliar não pigmentado reduzem a produção ativa de humor aquoso. Além disso, pode haver um aumento do escoamento uveoescleral devido a alterações na permeabilidade tecidual induzidas pela inflamação.

Quais outras causas importantes de hipotonia ocular?

Além da uveíte anterior (iridociclite), as causas incluem trauma ocular (com perfuração ou rotura escleral), descolamento de retina regmatogênico, descolamento de coroide, cicatrização excessiva após cirurgias filtrantes de glaucoma e o uso de inibidores da anidrase carbônica ou beta-bloqueadores potentes.

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