UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2015
Mulher de 55 anos, com doença de Graves, é indicada para realização de tireoidectomia total por intratabilidade clínica. Além de propranolol e propiltiouracila, foi iniciado uso de lugol para realizar a cirurgia após dez dias. O iodeto de lugol age inibindo a:
Lugol no pré-operatório de tireoidectomia → inibe liberação de hormônios tireoidianos e ↓ vascularização da glândula.
O iodeto de lugol é utilizado no preparo pré-operatório de pacientes com hipertireoidismo (como na Doença de Graves) para tireoidectomia. Sua principal ação é inibir a liberação dos hormônios tireoidianos pré-formados e reduzir a vascularização da glândula, diminuindo o risco de crise tireotóxica e sangramento durante a cirurgia.
A Doença de Graves é a causa mais comum de hipertireoidismo, uma condição autoimune caracterizada pela produção excessiva de hormônios tireoidianos. Quando o tratamento clínico com drogas antitireoidianas (DATs) falha ou é contraindicado, a tireoidectomia total torna-se uma opção terapêutica. O preparo pré-operatório adequado é crucial para minimizar os riscos de complicações, como a crise tireotóxica. Nesse preparo, além dos antitireoidianos (como propiltiouracila ou metimazol) para bloquear a síntese hormonal e betabloqueadores (como propranolol) para controlar os sintomas adrenérgicos, o iodeto de lugol desempenha um papel fundamental. O lugol, uma solução de iodo e iodeto de potássio, é administrado por cerca de 7 a 10 dias antes da cirurgia. Seu mecanismo de ação principal no contexto pré-operatório é a inibição da liberação dos hormônios tireoidianos pré-formados da glândula, através da inibição da proteólise da tireoglobulina. Adicionalmente, o iodo em altas doses também reduz a vascularização da glândula tireoide, tornando-a menos friável e facilitando o procedimento cirúrgico, diminuindo o risco de sangramento. Compreender essa ação é vital para a segurança do paciente e o sucesso da tireoidectomia.
O lugol é usado para reduzir a vascularização da glândula tireoide e inibir a liberação de hormônios tireoidianos pré-formados, minimizando o risco de sangramento e crise tireotóxica durante e após a cirurgia em pacientes com hipertireoidismo.
Os antitireoidianos (como propiltiouracila) bloqueiam a síntese de novos hormônios, enquanto o lugol bloqueia a liberação dos hormônios já formados e reduz a vascularização. A combinação otimiza o controle do hipertireoidismo e prepara a glândula para a cirurgia.
O iodeto de lugol, em altas concentrações, inibe a proteólise da tireoglobulina, que é o passo final na liberação dos hormônios tireoidianos T3 e T4 da glândula. Além disso, ele também pode reduzir a captação de iodo e a organificação (efeito Wolff-Chaikoff), mas a inibição da liberação é a ação mais rápida e clinicamente relevante no pré-operatório.
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