Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2019
Primigesta tem parto normal, sem intercorrências, feto único, pesando 3.200 g. Após o parto, é esperado que o útero esteja totalmente intrapélvico:
Útero retorna totalmente intrapélvico em 12-14 dias pós-parto, com involução diária de 1 cm.
A involução uterina é um processo fisiológico do puerpério, onde o útero retorna gradualmente ao seu tamanho e posição pré-gravídicos. Após o parto, o fundo uterino está na altura da cicatriz umbilical e desce cerca de 1 cm por dia, tornando-se intrapélvico em aproximadamente duas semanas.
A involução uterina é um dos marcos mais importantes do puerpério fisiológico, período que se estende do parto até aproximadamente 6-8 semanas. Este processo envolve a contração das fibras musculares uterinas, a autólise das células musculares e a regeneração do endométrio, resultando no retorno do útero ao seu tamanho e peso pré-gravídicos. Compreender a cronologia e as características normais da involução é fundamental para o acompanhamento da puérpera e a detecção precoce de complicações. Após o parto, o útero pesa cerca de 1000g e seu fundo está ao nível da cicatriz umbilical. A cada dia, o fundo uterino desce aproximadamente 1 cm. Por volta do 5º ao 7º dia pós-parto, o útero já se encontra a meio caminho entre a sínfise púbica e o umbigo. É esperado que, entre 12 e 14 dias após o parto, o útero esteja totalmente intrapélvico, não sendo mais palpável abdominalmente. A amamentação estimula a liberação de ocitocina, que intensifica as contrações uterinas e acelera este processo. Qualquer desvio na involução uterina, como a subinvolução (útero maior do que o esperado para a idade puerperal), pode indicar complicações como retenção de restos placentários, infecção puerperal ou atonia uterina tardia. O acompanhamento da altura uterina e das características da loquiação são ferramentas essenciais para o profissional de saúde na avaliação da recuperação pós-parto e na identificação de intercorrências que exigem intervenção.
Imediatamente após a dequitação da placenta, o fundo uterino é palpável na altura da cicatriz umbilical ou ligeiramente abaixo dela. Ele continua a involuir progressivamente nos dias seguintes.
Fatores como amamentação (liberação de ocitocina), multiparidade, distensão uterina excessiva (gemelar, polidrâmnio, macrossomia), retenção de restos placentários e infecções podem influenciar a velocidade e a eficácia da involução uterina.
A loquiação é o sangramento vaginal pós-parto, composto por sangue, restos deciduais e muco. Sua progressão de rubra para serosa e alba reflete a cicatrização do sítio placentário e a involução uterina, sendo um indicador importante da recuperação puerperal.
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