Inviabilidade Gestacional: Critérios Ultrassonográficos Essenciais

IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2024

Enunciado

Considerando o exame de ultrassonografia, no primeiro trimestre de gravidez, o critério que determina a inviabilidade da gestação é a/o

Alternativas

  1. A) falha em demonstrar o embrião com batimentos cardíacos em ultrassonografia realizada 7 dias após exame que identificou saco gestacional com vesícula vitelina.
  2. B) falha em demonstrar o embrião com batimentos cardíacos em ultrassonografia realizada 7 dias após exame que identificou saco gestacional sem vesícula vitelina.
  3. C) diâmetro médio do saco gestacional > 25 mm sem embrião ou vesícula vitelina.
  4. D) diâmetro médio do saco gestacional > 15 mm sem embrião ou vesícula vitelina.
  5. E) CCN >4 mm sem a presença de batimentos cardíacos.

Pérola Clínica

Saco gestacional > 25mm sem embrião/vesícula vitelina ou CCN > 7mm sem BCF = inviabilidade.

Resumo-Chave

A ultrassonografia no primeiro trimestre é crucial para determinar a viabilidade gestacional. Critérios bem definidos, como um saco gestacional grande sem evidência de embrião ou vesícula vitelina, ou um embrião com tamanho adequado sem batimentos cardíacos, são determinantes para o diagnóstico de inviabilidade e para evitar diagnósticos errôneos.

Contexto Educacional

A ultrassonografia no primeiro trimestre da gravidez é fundamental para confirmar a localização da gestação, determinar a idade gestacional, avaliar a viabilidade embrionária e diagnosticar precocemente complicações. A correta interpretação dos achados ultrassonográficos é crucial para evitar diagnósticos errôneos de inviabilidade, que poderiam levar a intervenções desnecessárias em gestações viáveis. Por isso, critérios rigorosos foram estabelecidos por sociedades médicas. Os critérios ultrassonográficos para determinar a inviabilidade gestacional incluem: um comprimento cabeça-nádegas (CCN) de 7 mm ou mais sem batimentos cardíacos fetais; um diâmetro médio do saco gestacional (DMSG) de 25 mm ou mais sem embrião; e a ausência de embrião com batimentos cardíacos em uma ultrassonografia realizada 11 dias ou mais após um exame que mostrou um saco gestacional com vesícula vitelina. Outros critérios incluem a ausência de embrião com batimentos cardíacos 14 dias ou mais após um exame que mostrou apenas um saco gestacional. É importante ressaltar que a presença de um saco gestacional com DMSG > 25 mm sem embrião ou vesícula vitelina é um critério definitivo de inviabilidade, indicando uma gestação anembrionária. A observação de um saco gestacional com vesícula vitelina, mas sem embrião, requer um acompanhamento para confirmar a ausência de desenvolvimento embrionário. A aplicação cuidadosa desses critérios é essencial para o manejo adequado das gestações no primeiro trimestre.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios ultrassonográficos para inviabilidade gestacional?

Os critérios incluem: CCN ≥ 7 mm sem batimentos cardíacos; saco gestacional com diâmetro médio ≥ 25 mm sem embrião; ausência de embrião com batimentos cardíacos 11 dias após um exame que mostrou saco gestacional e vesícula vitelina.

Por que é importante aguardar um segundo ultrassom em casos duvidosos?

A espera e um segundo ultrassom são cruciais para evitar o diagnóstico falso-positivo de inviabilidade, especialmente quando as datas são incertas ou o desenvolvimento embrionário está no limite dos critérios.

O que é uma gestação anembrionária e como é diagnosticada?

A gestação anembrionária (ou ovo cego) ocorre quando um saco gestacional se desenvolve, mas não há formação de embrião. É diagnosticada por ultrassonografia quando o saco gestacional atinge um tamanho específico sem a presença de um embrião.

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