Amenorreia: Diagnóstico Diferencial e Fisiopatologia

PMC - Prefeitura Municipal de Curitiba / SMS (PR) — Prova 2021

Enunciado

A investigação e tratamento de pacientes com amenorréia são comuns na ginecologia, sendo a prevalência de 3-4% das mulheres em idade reprodutiva. Em relação a esta condição clínica podemos afirmar:

Alternativas

  1. A) A amenorréia deve ser considerada sempre patológica e habitualmente investigada com exames laboratoriais e de imagem.
  2. B) A Síndrome de Asherman é uma hipótese diagnóstica a ser considerada em mulheres com história de hemorragia pós-parto.
  3. C) A realização de curetagem uterina prévia não possui qualquer relação causal com o diagnóstico de amenorréia.
  4. D) No Hipogonadismo Hipergonadotrófico a função ovariana está reduzida ou ausente e as gonadotrofinas aumentadas no soro.
  5. E) Síndrome do ovário policístico e disfunção hipotalâmica não são causas de amenorréia.

Pérola Clínica

Hipogonadismo hipergonadotrófico = falência ovariana (gonadal) com ↑ FSH/LH.

Resumo-Chave

A questão aborda as causas e o diagnóstico da amenorreia. A alternativa D está correta: no hipogonadismo hipergonadotrófico, há uma falência primária dos ovários (gonadal), resultando em baixa produção de estrogênios e, por feedback negativo, um aumento compensatório dos níveis de gonadotrofinas (FSH e LH) pela hipófise. As outras alternativas contêm informações incorretas: a amenorreia pode ser fisiológica (gravidez, menopausa), a Síndrome de Asherman está associada a curetagens prévias, e SOP e disfunção hipotalâmica são causas importantes de amenorreia.

Contexto Educacional

A amenorreia, definida como a ausência de menstruação, é uma queixa ginecológica comum que requer uma investigação sistemática. É crucial diferenciar amenorreia fisiológica (gravidez, menopausa) de causas patológicas, que podem envolver disfunções em qualquer nível do eixo hipotálamo-hipófise-ovário ou problemas uterinos. O hipogonadismo hipergonadotrófico é uma condição importante, caracterizada por falência ovariana primária, onde os ovários não respondem adequadamente aos estímulos das gonadotrofinas. Isso leva a baixos níveis de estrogênio e, por feedback negativo, a um aumento compensatório dos níveis de FSH e LH, que são os marcadores diagnósticos. Outras causas relevantes incluem a Síndrome de Asherman, que se manifesta por aderências intrauterinas frequentemente após curetagens ou infecções, e a Síndrome do Ovário Policístico (SOP), uma das causas mais comuns de amenorreia secundária, além das disfunções hipotalâmicas que afetam a liberação de GnRH. O diagnóstico diferencial exige uma boa anamnese, exame físico e exames laboratoriais e de imagem direcionados.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas de amenorreia?

As causas de amenorreia são diversas e incluem gravidez, disfunções do eixo hipotálamo-hipófise-ovário (como SOP, hipogonadismo), problemas uterinos (Síndrome de Asherman) e condições sistêmicas.

Como diferenciar hipogonadismo hipergonadotrófico de hipogonadismo hipogonadotrófico?

No hipogonadismo hipergonadotrófico, há falência ovariana primária com níveis elevados de FSH e LH. No hipogonadismo hipogonadotrófico, o problema é central (hipotálamo/hipófise), resultando em baixos níveis de FSH e LH.

O que é a Síndrome de Asherman e como ela causa amenorreia?

A Síndrome de Asherman é caracterizada pela formação de aderências intrauterinas, geralmente após trauma endometrial (como curetagem), que podem obliterar a cavidade uterina e impedir o sangramento menstrual, causando amenorreia.

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