SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2024
Uma paciente de 35 anos realizou tomografia de coluna para investigação de dor lombar importante, iniciada há 15 dias, com o achado de fratura vertebral. Densitometria revelou osteoporose. Qual dos exames abaixo NAO deveria fazer parte da investigação inicial deste caso?
Osteoporose em jovem com fratura vertebral → investigação de causas secundárias é prioritária; biópsia óssea não é exame inicial.
A osteoporose em pacientes jovens (<50 anos) ou com fraturas de fragilidade atípicas exige uma investigação aprofundada para causas secundárias, que são mais comuns que a osteoporose primária nessa faixa etária. A biópsia óssea é um exame invasivo reservado para casos selecionados, como osteomalácia ou doenças ósseas metabólicas raras, não sendo parte da investigação inicial de rotina.
A osteoporose é uma doença esquelética sistêmica caracterizada por diminuição da massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, com consequente aumento da fragilidade óssea e suscetibilidade a fraturas. Embora seja mais comum em mulheres pós-menopausa e idosos, sua ocorrência em pacientes jovens (<50 anos) ou homens exige uma investigação rigorosa para identificar causas secundárias, que são responsáveis por até 50% dos casos nessa faixa etária. A identificação precoce dessas causas é crucial para um manejo adequado e prevenção de futuras fraturas. A investigação inicial da osteoporose secundária deve incluir exames laboratoriais abrangentes para rastrear condições como hiperparatireoidismo (PTH), mieloma múltiplo (eletroforese de proteínas), síndrome de Cushing (cortisol urinário de 24h ou teste de supressão com dexametasona) e doença celíaca (anticorpos anti-transglutaminase IgA). Outros exames podem incluir cálcio, fósforo, fosfatase alcalina, 25-hidroxivitamina D, creatinina, TSH, testosterona (em homens) e marcadores inflamatórios. A biópsia óssea, por ser um procedimento invasivo, não faz parte da investigação inicial de rotina e é reservada para casos complexos, como suspeita de osteomalácia ou doenças ósseas metabólicas raras. O tratamento da osteoporose secundária foca na correção da causa subjacente, além das medidas gerais para a saúde óssea (suplementação de cálcio e vitamina D, exercícios físicos). A falha em identificar e tratar a causa secundária pode levar à progressão da perda óssea e ao aumento do risco de fraturas, impactando significativamente a qualidade de vida do paciente. Residentes devem estar atentos à necessidade de uma abordagem diagnóstica completa nesses casos.
As principais causas incluem hiperparatireoidismo primário, mieloma múltiplo, síndrome de Cushing, doença celíaca, hipogonadismo, doenças inflamatórias crônicas e uso de glicocorticoides. A investigação deve ser abrangente.
A biópsia óssea é um exame invasivo reservado para casos específicos, como suspeita de osteomalácia, doenças ósseas metabólicas raras, mastocitose sistêmica ou para avaliar a qualidade óssea em situações complexas, não sendo um exame de rotina.
A doença celíaca pode levar à má absorção de cálcio e vitamina D, resultando em osteopenia ou osteoporose. A investigação com anticorpos anti-transglutaminase IgA é importante, especialmente em pacientes com sintomas gastrointestinais ou fatores de risco.
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