HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2021
Uma paciente de 32 anos de idade compareceu ao ginecologista com queixa de nodulação unilateral em mama esquerda, de início há um mês, associado a derrame papilar unilateral amarelado, sem mastodínia associada. Negou antecedentes familiares de neoplasias e perda ponderal no período. Ao exame físico, encontra-se em BEG, corada, hidratada, acianótica, anictérica e afebril. Verificam-se as mamas com volume normal, sem abaulamentos ou retrações, mamilos centrados e proeminentes, parênquima heterogêneo com predomínio fibroglandular e nodulação palpável em quadrante superior lateral da mama esquerda de aproximadamente 3 cm, de consistência fibroelástica, móvel e indolor.Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, assinale a alternativa correta.
Nódulo mamário: PBAAF para diferenciar cisto/sólido; core biópsia para histopatológico de lesões sólidas suspeitas.
A investigação de nódulos mamários é escalonada. A Punção Biópsia Aspirativa por Agulha Fina (PBAAF) é útil para diferenciar lesões císticas de sólidas e pode fornecer citologia. Para lesões sólidas com suspeita de malignidade, a core biópsia é essencial para obter material para análise histopatológica.
A avaliação de nódulos mamários é uma parte crucial da prática ginecológica e mastológica, exigindo uma abordagem sistemática para diferenciar lesões benignas de malignas. A idade da paciente, características do nódulo e presença de sintomas associados, como derrame papilar, guiam a investigação. A propedêutica de nódulos mamários geralmente envolve exame físico, exames de imagem (ultrassonografia para mulheres jovens e mamografia para >40 anos ou conforme risco) e biópsia. A Punção Biópsia Aspirativa por Agulha Fina (PBAAF) é um método rápido e minimamente invasivo, útil para esvaziar cistos ou obter material citológico. No entanto, para lesões sólidas suspeitas, a core biópsia é preferível, pois fornece tecido para análise histopatológica, permitindo um diagnóstico mais preciso e a classificação do tumor. O rastreamento mamográfico no Brasil, segundo o Ministério da Saúde, inicia-se aos 50 anos para mulheres sem fatores de risco. Em casos como o da questão (nódulo unilateral, derrame papilar), a investigação é diagnóstica, não de rastreamento, e deve ser completa, independentemente da idade. O derrame papilar amarelado unilateral, embora menos suspeito que o sanguinolento, ainda requer investigação. O diagnóstico de tumor filoide é uma possibilidade em jovens, mas a biópsia é indispensável.
A PBAAF coleta células para análise citológica, sendo útil para diferenciar cistos de lesões sólidas. A core biópsia remove um fragmento de tecido para análise histopatológica, essencial para o diagnóstico definitivo de lesões sólidas.
Segundo o Ministério da Saúde, o rastreamento mamográfico deve iniciar aos 50 anos e ir até os 69 anos, a cada dois anos. Em pacientes com fatores de risco, pode ser iniciado mais cedo.
Características como nódulo endurecido, fixo, irregular, indolor, associado a retração da pele ou mamilo, linfonodos axilares palpáveis e derrame papilar sanguinolento ou unilateral espontâneo.
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