PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2023
Isabela, 20 anos, procura o médico por apresentar uma massa na mama esquerda, presente há cerca de 1 ano. Nega secreção mamilar. Ao exame físico, é detectada uma massa palpável, medindo 2 cm, no quadrante inferior externo da mama esquerda. A massa é lisa e móvel, sem aderência a planos profundos ou retrações cutâneas associadas. Sua recomendação inicial é:
Massa mamária em jovem (<30a), lisa e móvel → USG mamária é a conduta inicial preferencial.
Em mulheres jovens (<30 anos) com massa mamária palpável, a ultrassonografia é o método de imagem inicial de escolha. A mama jovem é densa, o que limita a sensibilidade da mamografia. A ultrassonografia permite diferenciar lesões císticas de sólidas e guiar biópsias se necessário.
A investigação de uma massa mamária em mulheres jovens é uma situação clínica comum e que gera ansiedade. Embora a maioria das massas nessa faixa etária seja benigna, como os fibroadenomas, é fundamental realizar uma avaliação adequada para excluir malignidade. A abordagem diagnóstica difere daquela para mulheres mais velhas devido às características da mama jovem. Em mulheres com menos de 30 anos, a mama é predominantemente densa, com maior quantidade de tecido glandular e menos gordura. Essa densidade mamária reduz a sensibilidade da mamografia, tornando-a menos eficaz como método de imagem inicial. Nesses casos, a ultrassonografia mamária é o exame de escolha, pois permite diferenciar lesões císticas de sólidas, avaliar a vascularização e as margens da lesão com maior precisão em mamas densas. A conduta inicial para uma massa mamária em uma mulher jovem, como a descrita no caso (lisa, móvel, sem aderência), é a ultrassonografia. Se a ultrassonografia revelar características benignas (BIRADS 2 ou 3), pode-se optar por acompanhamento. Em caso de achados suspeitos (BIRADS 4 ou 5), a biópsia (por agulha grossa ou mamotomia) guiada por ultrassom ou estereotaxia será indicada para confirmação histopatológica. A exérese cirúrgica é reservada para lesões com diagnóstico de malignidade ou para lesões benignas que causem sintomas ou crescimento significativo.
Em mulheres jovens, geralmente abaixo dos 30 anos, a ultrassonografia mamária é o exame de imagem inicial de escolha para investigar uma massa palpável. A mama jovem é densa, o que limita a eficácia da mamografia.
Massas mamárias benignas em mulheres jovens, como o fibroadenoma, são tipicamente lisas, móveis, bem delimitadas, com consistência elástica e sem aderência a planos profundos ou pele.
A mamografia não é o exame de primeira linha em mulheres jovens. É geralmente reservada para casos de alto risco, achados suspeitos na ultrassonografia, ou quando a paciente se aproxima da idade de rastreamento mamográfico (geralmente a partir dos 40 anos).
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