HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2024
Paciente do sexo feminino, 32 anos, casada há 2 anos, procura atendimento médico devido à dificuldade em engravidar após um ano de tentativas. A paciente relata ciclos menstruais regulares, sem alterações significativas no seu histórico reprodutivo ou de saúde prévio. Exames preliminares mostram níveis hormonais dentro da faixa de normalidade e espermograma do parceiro dentro dos parâmetros normais. Analise os exames:I. Angiotomografia de pelveII. HisterossalpingografiaIII. Ressonância magnética de pelveIV. Histeroscopia Quais exames podem fazer parte da investigação do casal infértil?
Infertilidade feminina: HSG (tubas), RM (útero/pelve), Histeroscopia (cavidade uterina) são exames chave. Angiotomografia não é rotina.
Na investigação da infertilidade feminina, após descartar fatores ovulatórios e masculinos, é essencial avaliar a anatomia uterina e a permeabilidade tubária. A histerossalpingografia (HSG) é crucial para as tubas, enquanto a ressonância magnética de pelve e a histeroscopia são fundamentais para detalhar a cavidade uterina e outras patologias pélvicas como endometriose ou miomas.
A infertilidade é definida como a ausência de gravidez após 12 meses de relações sexuais regulares e sem proteção em mulheres com menos de 35 anos, ou após 6 meses em mulheres com 35 anos ou mais. A investigação é um processo sistemático que busca identificar os fatores que impedem a concepção. Após a avaliação do fator ovulatório (ciclos regulares, níveis hormonais) e do fator masculino (espermograma), a atenção se volta para os fatores tubário e uterino, que são causas comuns de infertilidade feminina. A Histerossalpingografia (HSG) é o exame de primeira linha para avaliar a permeabilidade tubária e a morfologia da cavidade uterina, detectando obstruções ou anomalias. Complementarmente, a Ressonância Magnética (RM) de pelve oferece uma visão detalhada dos órgãos pélvicos, sendo excelente para diagnosticar miomas, adenomiose e endometriose, condições que podem distorcer a anatomia ou criar um ambiente hostil para a implantação embrionária. A RM é particularmente útil quando há suspeita de patologias mais complexas ou para planejamento cirúrgico. A Histeroscopia é um procedimento diagnóstico e terapêutico que permite a visualização direta da cavidade uterina. É o método mais preciso para identificar e corrigir patologias intracavitárias como pólipos, miomas submucosos, sinéquias ou septos uterinos, que podem interferir na implantação. A combinação desses exames permite uma investigação abrangente e direcionada, essencial para o manejo adequado do casal infértil e para a preparação de residentes em ginecologia e obstetrícia.
A HSG é um exame radiológico que avalia a permeabilidade das tubas uterinas e a morfologia da cavidade uterina. É fundamental para identificar obstruções tubárias, sinéquias ou malformações uterinas que podem impedir a concepção ou a implantação.
A RM de pelve é indicada para uma avaliação mais detalhada da anatomia uterina e pélvica, sendo superior na detecção de miomas, adenomiose e endometriose profunda, condições que podem afetar a fertilidade e não são totalmente visíveis em outros exames.
A histeroscopia é um procedimento endoscópico que permite a visualização direta da cavidade uterina. É o padrão ouro para diagnosticar e, muitas vezes, tratar patologias intracavitárias como pólipos endometriais, miomas submucosos, sinéquias (aderências) e septos uterinos, que podem causar infertilidade ou abortos de repetição.
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