SISE-SUS/TO - Sistema de Saúde do Tocantins — Prova 2015
Paciente 28 anos procura a UBS referindo dificuldade de engravidar, mesmo mantendo relações sexuais regulares há mais de 2 anos, sem qualquer medida contraceptiva. Na avaliação inicial, NÃO se justifica o seguinte exame:
Infertilidade > 1 ano: investigação inicial inclui TSH, Prolactina, USG TV, Espermograma e Histerossalpingografia. Laparoscopia não é exame de rotina.
A investigação da infertilidade deve seguir uma abordagem gradual, começando pelos exames menos invasivos. A laparoscopia é um procedimento cirúrgico invasivo, geralmente reservado para casos onde a investigação inicial não foi conclusiva ou há forte suspeita de patologia pélvica que exija intervenção, como endometriose grave ou aderências, não sendo um exame de primeira linha na avaliação inicial.
A infertilidade é definida como a ausência de gravidez após 12 meses de relações sexuais regulares e sem uso de métodos contraceptivos em mulheres com menos de 35 anos, ou após 6 meses em mulheres com 35 anos ou mais. A investigação deve ser sistemática e envolver ambos os parceiros, pois as causas podem ser femininas (fator ovulatório, tubário, uterino, peritoneal), masculinas ou combinadas. A abordagem inicial visa identificar as causas mais comuns e tratáveis com métodos menos invasivos, otimizando o tempo e os recursos. A avaliação inicial da mulher inclui a dosagem de TSH e Prolactina para rastrear disfunções tireoidianas e hiperprolactinemia, que podem afetar a ovulação. A ultrassonografia endovaginal é essencial para avaliar a morfologia uterina (miomas, pólipos, malformações), ovariana (cistos, ovários policísticos) e a reserva ovariana (contagem de folículos antrais). A histerossalpingografia é um exame radiológico que avalia a permeabilidade das tubas uterinas e a anatomia da cavidade uterina, sendo crucial para identificar o fator tubário, uma causa comum de infertilidade. O espermograma do parceiro é um exame de primeira linha para investigar o fator masculino, que contribui significativamente para os casos de infertilidade. A laparoscopia, por ser um procedimento cirúrgico invasivo, não faz parte da avaliação inicial de rotina. Ela é indicada em situações específicas, como suspeita de endometriose moderada a grave, aderências pélvicas, hidrossalpinge ou outras patologias que não puderam ser diagnosticadas por métodos menos invasivos e que podem exigir correção cirúrgica. A decisão de realizar uma laparoscopia deve ser individualizada, considerando os achados da investigação inicial e os riscos e benefícios do procedimento.
Na avaliação inicial da infertilidade feminina, são recomendados exames como dosagem de TSH e Prolactina para avaliar a função tireoidiana e hipofisária, ultrassonografia endovaginal para análise uterina e ovariana, espermograma do parceiro para investigar o fator masculino, e histerossalpingografia para avaliar a permeabilidade tubária e a cavidade uterina.
A laparoscopia é um procedimento cirúrgico invasivo que envolve riscos anestésicos e cirúrgicos. Ela é geralmente reservada para casos onde a investigação não invasiva não foi conclusiva, há suspeita de patologias específicas como endometriose moderada a grave, aderências pélvicas ou miomas que necessitam de tratamento cirúrgico, ou para realizar procedimentos terapêuticos concomitantes.
O fator masculino é responsável por aproximadamente 30-50% dos casos de infertilidade. O espermograma é um exame simples e não invasivo que avalia a quantidade, motilidade e morfologia dos espermatozoides, sendo fundamental para identificar possíveis causas masculinas de infertilidade e direcionar a conduta terapêutica.
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