Infertilidade Feminina: Exames Essenciais na Avaliação Inicial

SISE-SUS/TO - Sistema de Saúde do Tocantins — Prova 2015

Enunciado

Paciente 28 anos procura a UBS referindo dificuldade de engravidar, mesmo mantendo relações sexuais regulares há mais de 2 anos, sem qualquer medida contraceptiva. Na avaliação inicial, NÃO se justifica o seguinte exame:

Alternativas

  1. A) Dosagem de TSH e Prolactina
  2. B) USG endovaginal
  3. C) Laparoscopia
  4. D) Espermograma do parceiro 
  5. E) Histerossalpingografia 

Pérola Clínica

Infertilidade > 1 ano: investigação inicial inclui TSH, Prolactina, USG TV, Espermograma e Histerossalpingografia. Laparoscopia não é exame de rotina.

Resumo-Chave

A investigação da infertilidade deve seguir uma abordagem gradual, começando pelos exames menos invasivos. A laparoscopia é um procedimento cirúrgico invasivo, geralmente reservado para casos onde a investigação inicial não foi conclusiva ou há forte suspeita de patologia pélvica que exija intervenção, como endometriose grave ou aderências, não sendo um exame de primeira linha na avaliação inicial.

Contexto Educacional

A infertilidade é definida como a ausência de gravidez após 12 meses de relações sexuais regulares e sem uso de métodos contraceptivos em mulheres com menos de 35 anos, ou após 6 meses em mulheres com 35 anos ou mais. A investigação deve ser sistemática e envolver ambos os parceiros, pois as causas podem ser femininas (fator ovulatório, tubário, uterino, peritoneal), masculinas ou combinadas. A abordagem inicial visa identificar as causas mais comuns e tratáveis com métodos menos invasivos, otimizando o tempo e os recursos. A avaliação inicial da mulher inclui a dosagem de TSH e Prolactina para rastrear disfunções tireoidianas e hiperprolactinemia, que podem afetar a ovulação. A ultrassonografia endovaginal é essencial para avaliar a morfologia uterina (miomas, pólipos, malformações), ovariana (cistos, ovários policísticos) e a reserva ovariana (contagem de folículos antrais). A histerossalpingografia é um exame radiológico que avalia a permeabilidade das tubas uterinas e a anatomia da cavidade uterina, sendo crucial para identificar o fator tubário, uma causa comum de infertilidade. O espermograma do parceiro é um exame de primeira linha para investigar o fator masculino, que contribui significativamente para os casos de infertilidade. A laparoscopia, por ser um procedimento cirúrgico invasivo, não faz parte da avaliação inicial de rotina. Ela é indicada em situações específicas, como suspeita de endometriose moderada a grave, aderências pélvicas, hidrossalpinge ou outras patologias que não puderam ser diagnosticadas por métodos menos invasivos e que podem exigir correção cirúrgica. A decisão de realizar uma laparoscopia deve ser individualizada, considerando os achados da investigação inicial e os riscos e benefícios do procedimento.

Perguntas Frequentes

Quais são os exames iniciais recomendados na investigação da infertilidade feminina?

Na avaliação inicial da infertilidade feminina, são recomendados exames como dosagem de TSH e Prolactina para avaliar a função tireoidiana e hipofisária, ultrassonografia endovaginal para análise uterina e ovariana, espermograma do parceiro para investigar o fator masculino, e histerossalpingografia para avaliar a permeabilidade tubária e a cavidade uterina.

Por que a laparoscopia não é um exame de rotina na avaliação inicial da infertilidade?

A laparoscopia é um procedimento cirúrgico invasivo que envolve riscos anestésicos e cirúrgicos. Ela é geralmente reservada para casos onde a investigação não invasiva não foi conclusiva, há suspeita de patologias específicas como endometriose moderada a grave, aderências pélvicas ou miomas que necessitam de tratamento cirúrgico, ou para realizar procedimentos terapêuticos concomitantes.

Qual a importância do espermograma do parceiro na investigação da infertilidade?

O fator masculino é responsável por aproximadamente 30-50% dos casos de infertilidade. O espermograma é um exame simples e não invasivo que avalia a quantidade, motilidade e morfologia dos espermatozoides, sendo fundamental para identificar possíveis causas masculinas de infertilidade e direcionar a conduta terapêutica.

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