Infertilidade Conjugal: Guia Completo de Investigação

UNCISAL - Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas — Prova 2022

Enunciado

Para os casais com infertilidade conjugal, devemos seguir investigação nos seguintes pontos, EXCETO:

Alternativas

  1. A) O espermograma avalia diversos parâmetros, entre eles a contagem e a motilidade dos espermatozóides.
  2. B) Avaliação da permeabilidade da tuba uterina com histerossalpingografia e a cromotubagem através da laparoscopia.
  3. C) Não inclui investigação de patologias infecciosas na infância do homem, bem como atividade laboral do mesmo.
  4. D) A ultrassonografia seriada transvaginal pode ser solicitada para investigação da reserva ovariana ou na suspeita de anovulação crônica associada.
  5. E) Endometriose e doença inflamatória pélvica são doenças causadoras da infertilidade conjugal (por causarem aderências pélvicas), sendo esta última associada a infecções por Neisseria gonorrohoeae ou por Chlamydia trachomatis, podendo gerar aderências em forma de “cordas de violino” em uma fase crônica da infecção.

Pérola Clínica

Investigação de infertilidade conjugal → abordagem completa, incluindo histórico de infecções e fatores ocupacionais masculinos.

Resumo-Chave

A investigação da infertilidade conjugal é abrangente, cobrindo fatores masculinos e femininos. No homem, é crucial considerar o histórico de infecções na infância (ex: caxumba) e a exposição a fatores ambientais/ocupacionais que possam afetar a espermatogênese.

Contexto Educacional

A infertilidade conjugal é definida como a ausência de gravidez após 12 meses de relações sexuais regulares e sem uso de contraceptivos em mulheres com menos de 35 anos, ou após 6 meses em mulheres com 35 anos ou mais. Afeta cerca de 15% dos casais e exige uma investigação abrangente e sistemática de ambos os parceiros para identificar as causas e propor o tratamento adequado. A investigação envolve a avaliação de fatores masculinos e femininos. No homem, o espermograma é o exame inicial crucial, mas o histórico detalhado é igualmente importante, incluindo patologias infecciosas na infância (como orquite por caxumba que pode causar atrofia testicular), cirurgias prévias, uso de medicamentos, exposição a toxinas ambientais ou ocupacionais (atividade laboral) e hábitos de vida. Na mulher, avalia-se a ovulação, a reserva ovariana (com exames como FSH, estradiol, AMH e ultrassonografia seriada) e a permeabilidade tubária, geralmente com histerossalpingografia ou cromotubagem por laparoscopia. Condições como endometriose e Doença Inflamatória Pélvica (DIP) são causas comuns de infertilidade feminina, frequentemente levando a aderências pélvicas e disfunção tubária. A DIP, em particular, é frequentemente associada a infecções por Neisseria gonorrhoeae ou Chlamydia trachomatis, que podem resultar em sequelas como as “cordas de violino” na pelve, comprometendo a fertilidade. Uma abordagem completa e multidisciplinar é essencial para o sucesso do tratamento.

Perguntas Frequentes

Quais são os exames iniciais na investigação da infertilidade feminina?

Os exames iniciais incluem avaliação da ovulação (progesterona na fase lútea, ultrassonografia seriada), reserva ovariana (FSH, estradiol, AMH) e permeabilidade tubária (histerossalpingografia).

Quais fatores masculinos devem ser investigados na infertilidade?

No homem, além do espermograma, deve-se investigar histórico de infecções (ex: orquite por caxumba), cirurgias (ex: criptorquidia), exposição a toxinas, uso de medicamentos e hábitos de vida, incluindo atividade laboral.

Como a Doença Inflamatória Pélvica (DIP) afeta a fertilidade?

A DIP, frequentemente causada por Chlamydia trachomatis ou Neisseria gonorrhoeae, pode levar à formação de aderências pélvicas e obstrução tubária, comprometendo a captação do óvulo e o transporte do embrião, resultando em infertilidade.

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