UNCISAL - Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas — Prova 2022
Para os casais com infertilidade conjugal, devemos seguir investigação nos seguintes pontos, EXCETO:
Investigação de infertilidade conjugal → abordagem completa, incluindo histórico de infecções e fatores ocupacionais masculinos.
A investigação da infertilidade conjugal é abrangente, cobrindo fatores masculinos e femininos. No homem, é crucial considerar o histórico de infecções na infância (ex: caxumba) e a exposição a fatores ambientais/ocupacionais que possam afetar a espermatogênese.
A infertilidade conjugal é definida como a ausência de gravidez após 12 meses de relações sexuais regulares e sem uso de contraceptivos em mulheres com menos de 35 anos, ou após 6 meses em mulheres com 35 anos ou mais. Afeta cerca de 15% dos casais e exige uma investigação abrangente e sistemática de ambos os parceiros para identificar as causas e propor o tratamento adequado. A investigação envolve a avaliação de fatores masculinos e femininos. No homem, o espermograma é o exame inicial crucial, mas o histórico detalhado é igualmente importante, incluindo patologias infecciosas na infância (como orquite por caxumba que pode causar atrofia testicular), cirurgias prévias, uso de medicamentos, exposição a toxinas ambientais ou ocupacionais (atividade laboral) e hábitos de vida. Na mulher, avalia-se a ovulação, a reserva ovariana (com exames como FSH, estradiol, AMH e ultrassonografia seriada) e a permeabilidade tubária, geralmente com histerossalpingografia ou cromotubagem por laparoscopia. Condições como endometriose e Doença Inflamatória Pélvica (DIP) são causas comuns de infertilidade feminina, frequentemente levando a aderências pélvicas e disfunção tubária. A DIP, em particular, é frequentemente associada a infecções por Neisseria gonorrhoeae ou Chlamydia trachomatis, que podem resultar em sequelas como as “cordas de violino” na pelve, comprometendo a fertilidade. Uma abordagem completa e multidisciplinar é essencial para o sucesso do tratamento.
Os exames iniciais incluem avaliação da ovulação (progesterona na fase lútea, ultrassonografia seriada), reserva ovariana (FSH, estradiol, AMH) e permeabilidade tubária (histerossalpingografia).
No homem, além do espermograma, deve-se investigar histórico de infecções (ex: orquite por caxumba), cirurgias (ex: criptorquidia), exposição a toxinas, uso de medicamentos e hábitos de vida, incluindo atividade laboral.
A DIP, frequentemente causada por Chlamydia trachomatis ou Neisseria gonorrhoeae, pode levar à formação de aderências pélvicas e obstrução tubária, comprometendo a captação do óvulo e o transporte do embrião, resultando em infertilidade.
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